Geoff Tate explica despedida de “Operation: Mindcrime”: “Sinto-me emocionalmente esgotado após cada show”

07/09/2026 // Home  »  Destaque • Notícias   »   Geoff Tate explica despedida de “Operation: Mindcrime”: “Sinto-me emocionalmente esgotado após cada show”

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Ex-vocalista do Queensrÿche apresenta o clássico álbum conceitual na íntegra pela última vez durante turnê mundial

Geoff Tate revelou o desgaste físico e emocional provocado pelos shows da turnê “Operation: Mindcrime – The Final Chapter”. Aos 67 anos, o ex-vocalista do Queensrÿche está apresentando o clássico álbum “Operation: Mindcrime” na íntegra pela última vez.

Em entrevista ao canal Trust In Rock, comandado pela ex-apresentadora do programa “Headbangers Ball”, da MTV, Vanessa Warwick, Tate explicou que decidiu encerrar esse capítulo enquanto ainda possui condições de entregar boas apresentações.

“Estou velho agora”, brincou o cantor. “Não sei se consigo continuar fazendo turnês dessa maneira. É bastante difícil. Não quero subir ao palco mancando ou debilitado. Enquanto me sinto forte e bem, este é um bom momento para apresentar o disco e fazer isso direito.”

Segundo Tate, apesar de “Operation: Mindcrime” ter aproximadamente uma hora de duração, a execução completa do trabalho exige muito do intérprete. O vocalista descreveu o espetáculo como uma experiência intensa tanto no aspecto físico quanto no psicológico.

“Você se sente em estado de choque no dia seguinte. É um álbum bastante físico e há muita coisa acontecendo naquela hora. Como artista, você passa por uma montanha-russa emocional — e acredito que o público também. É um exercício mental e físico. Sinto-me emocionalmente esgotado após cada show”, contou.

O músico também destacou o orgulho que ainda sente pelo álbum lançado originalmente em maio de 1988. Na época, Tate não imaginava que continuaria interpretando aquelas composições quase quatro décadas depois.

“É um disco forte e muito interessante. Tenho muito orgulho do que fizemos juntos como banda. Naquela época, eu não pensava além dos cinco anos seguintes, muito menos que estaria apresentando essas músicas 40 anos depois”, afirmou.

“Operation: Mindcrime” acompanha Nikki, um dependente químico desiludido com uma sociedade corrupta. Ele acaba manipulado por Dr. X, líder de um grupo revolucionário, para assassinar figuras políticas. A relação com a freira Sister Mary, porém, faz com que o personagem comece a enxergar a verdade por trás da organização.

O álbum aborda temas como manipulação política, extremismo, religião e abuso de drogas. Para Geoff Tate, a permanência desses problemas na sociedade ajuda a explicar por que a história continua atual.

“É uma daquelas histórias que continuam acontecendo. Nada realmente muda no mundo. Temos muitas informações para analisar e vemos todos os dias exatamente essas situações. A história permanece relevante porque parece não ter fim”, avaliou.

Considerado um dos principais álbuns conceituais da história do metal, “Operation: Mindcrime” recebeu disco de platina nos Estados Unidos em 1991 e apareceu em listas de melhores trabalhos do gênero publicadas por veículos como Kerrang!, Billboard e Rolling Stone.

Recentemente, Geoff Tate lançou “Operation: Mindcrime III”, terceiro e último capítulo da série. O novo disco apresenta a narrativa sob a perspectiva de Dr. X e foi disponibilizado com o nome do próprio cantor, sem utilizar a marca Queensrÿche.

Produzido pelo baixista do Disturbed, John Moyer, o álbum também marca a estreia do guitarrista Kieran Robertson em uma gravação de Tate. O músico, que integra a banda do vocalista há vários anos, participou da composição de diversas faixas do projeto.

Fonte dessa noticia – Blabbermouth.

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