Derrick Green relembra saída de Eloy Casagrande do Sepultura: “Foi chocante”

13/05/2026 // Home  »  DestaqueNotícias   »   Derrick Green relembra saída de Eloy Casagrande do Sepultura: “Foi chocante”

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Vocalista falou sobre a troca de bateristas às vésperas da turnê de despedida da banda e afirmou que, apesar do impacto inicial, a chegada de Greyson Nekrutman permitiu que o grupo seguisse em frente.

Derrick Green voltou a comentar a saída de Eloy Casagrande do Sepultura, ocorrida em fevereiro de 2024, pouco antes do início da turnê de despedida “Celebrating Life Through Death”. Em entrevista ao The Razor’s Edge, transcrita pelo Blabbermout.net, o vocalista afirmou que a decisão do baterista pegou a banda de surpresa, especialmente por acontecer às vésperas dos ensaios no Brasil.

“Sim, naquele momento, foi chocante, porque não tínhamos ideia de que ele tinha feito teste para o Slipknot e acabou ficando com a vaga. E também foi uma semana, talvez uma semana e meia, antes mesmo de começarmos a turnê. Eu estava literalmente arrumando minhas coisas para ir ao Brasil começar os ensaios que já estavam todos marcados e combinados. Então, sim, foi ruim. É ruim quando alguém decide sair, e pela forma como aconteceu”, disse Derrick.

O vocalista também comentou a ida de Eloy para o Slipknot e reconheceu a importância da oportunidade para o baterista brasileiro, embora tenha ressaltado que a forma como a transição aconteceu não foi a ideal para o Sepultura naquele momento.

“Estou feliz por ele. Eu entendo a oportunidade. Acho que todos nós entendemos. Foi só a forma como tudo aconteceu que não foi das melhores. Essas coisas acontecem. Agora, olhando para trás, isso ficou no passado. É como se tudo tivesse acontecido da maneira que deveria acontecer, honestamente. E, claro, foi muito difícil enxergar isso na época. Parecia: ‘Ah, cara. Aí vem outra grande surpresa do nada. Como vamos conseguir sobreviver a isso?’. Tivemos tantas situações assim ao longo da história da banda. Então conseguimos seguir em frente rapidamente.”

Com a saída de Eloy, o Sepultura anunciou Greyson Nekrutman, então conhecido pelo trabalho com o Suicidal Tendencies, como novo baterista da turnê de despedida. Derrick destacou que a escolha funcionou não apenas pelo lado técnico, mas também pela convivência dentro da banda.

“Fomos muito sortudos e muito afortunados por Greyson estar disponível para fazer isso e por topar. E o fato de termos nos dado bem é outra coisa, em termos de personalidade. Esse também é um fator incrível que muitas pessoas provavelmente não pensam quando se trata de criar uma banda ou manter uma banda junta: a comunicação e a capacidade de conviver com outra pessoa. Então todos esses requisitos foram preenchidos com Greyson, e tivemos muita sorte por encontrar alguém para completar a turnê de despedida no último minuto, literalmente.”

Derrick já havia detalhado o episódio anteriormente no podcast “One Life One Chance With Toby Morse”. Na ocasião, ele contou que estava prestes a viajar para o Brasil quando recebeu a ligação de Andreas Kisser informando que Eloy estava fora da banda. Segundo o vocalista, o impacto foi imediato, mas o histórico do Sepultura com mudanças profundas ajudou o grupo a reagir rapidamente.

Greyson Nekrutman também contou que recebeu o convite em meio à urgência da situação. O contato inicial veio por meio de Chloe Trujillo, esposa de Robert Trujillo, do Metallica, antes de Andreas Kisser falar diretamente com ele. O baterista relatou que, ao saber que Eloy havia deixado o grupo e que a turnê estava próxima, entendeu que teria pouco tempo para assimilar o repertório.

Eloy Casagrande, por sua vez, já havia falado sobre Greyson em entrevista à Modern Drummer, elogiando o substituto e lembrando que ele entrou no Sepultura em uma fase de vida parecida com a sua própria chegada à banda, em 2011. O brasileiro afirmou que recebeu Greyson em seu estúdio em São Paulo, conversou com ele sobre detalhes das músicas e desejou sucesso ao novo baterista.

A saída de Eloy encerrou uma passagem de mais de 14 anos pelo Sepultura. Pouco depois, o músico assumiu oficialmente a bateria do Slipknot, banda que, segundo ele próprio, sempre foi um objetivo pessoal. Já o Sepultura seguiu com Greyson Nekrutman na reta final de sua trajetória, mantendo a turnê de despedida em andamento.

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