
Vocalista afirma que “Iron Maiden: Burning Ambition” oferece uma visão externa sobre a trajetória da banda, enquanto Steve Harris reforça que o filme é “sobre o Iron Maiden, não pelo Iron Maiden”.
O Iron Maiden se prepara para levar aos cinemas o documentário “Iron Maiden: Burning Ambition”, que estreia por tempo limitado a partir de 7 de maio de 2026. O filme promete revisitar a trajetória de cinco décadas da banda britânica, com acesso aos arquivos oficiais do grupo e depoimentos de nomes como Javier Bardem, Lars Ulrich e Chuck D.
Em entrevista ao Heavy, da Austrália, Bruce Dickinson explicou que a banda optou por não interferir diretamente no processo editorial do documentário. Segundo o vocalista, a ideia era permitir que a história fosse contada por uma perspectiva externa, sem o controle habitual que o Iron Maiden costuma ter sobre seus próprios projetos.
“Quando soubemos que haveria um documentário, a primeira coisa foi que realmente não queríamos nos envolver em termos editoriais ou qualquer coisa assim. Você precisa ter uma abordagem de mãos fora, porque quer que alguém olhe para aquilo e conte a história. Obviamente, há tantas… esse documentário poderia ter dez horas de duração, mas aí todo mundo perderia a vontade de viver. [Risos] Então você precisa tornar a história concisa. Vai ter fã dizendo: ‘Ah, eles deixaram isso de fora, e aquilo?’ — sim, claro, mas para as pessoas que não conhecem a história do Iron Maiden, essa é uma ótima introdução à banda. Por causa disso, queríamos uma visão externa sobre a nossa carreira, e você não pode ficar mexendo nisso e entrando a cada cinco minutos dizendo ‘mude isso’ ou ‘não gostei daquilo’, ‘Ah, meu cabelo está bagunçado naquela foto’. Nada dessa porcaria. Nós não somos um bando de poodles. É um pouco sem retoques, mas acho isso ótimo. Não há nada ali que eu gostaria de mudar”, afirmou Dickinson.
Na mesma conversa, Bruce também relembrou como passou a integrar o Iron Maiden em 1981, após as passagens de Paul Mario Day, Dennis Wilcock e Paul Di’Anno pelos vocais. Antes de entrar para o grupo, o cantor havia sido vocalista do Samson, outra banda ligada à New Wave Of British Heavy Metal.
“A primeira vez que eu soube que a banda seria enorme foi quando eu estava em uma banda chamada Samson e vi o Iron Maiden. Acredite ou não, nós éramos a atração principal, e o Maiden era convidado especial”, contou Bruce. “Eu tinha ouvido muitas coisas sobre o Maiden e fui assistir. Pensei: ‘Meu Deus, isso é incrível. Uau’. Meu pensamento seguinte foi: ‘Eu preciso cantar com esses caras’. O que eu queria fazer com a minha voz e o que eu ouvia eles fazendo… se você pudesse juntar essas coisas, poderíamos fazer algo ainda melhor, essa era a minha sensação.”
O vocalista também recordou seu primeiro show com o Iron Maiden, realizado em Bolonha, na Itália, antes do lançamento de “The Number Of The Beast”. “Quando entrei para a banda, aconteceu o álbum ‘Number Of The Beast’, e meu primeiro teste com a banda foi na Itália. Então aquele foi meu primeiro show com o Iron Maiden, em Bolonha, na Itália, e tivemos que esperar três dias para fazê-lo, porque dirigimos todo o caminho desde Londres. Na época, pensamos que faríamos o show na Itália porque ninguém iria resenhar lá embaixo. [Risos] Se fosse realmente ruim, nunca teria acontecido. [Risos]”
O documentário tem direção de Malcolm Venville, de “Churchill At War”, e produção de Dominic Freeman, de “Spirits In The Forest – A Depeche Mode Film”. A arte principal foi criada pelo ilustrador espanhol Alberto “Akirant” Quirantes, que também trabalhou na moeda comemorativa de 50 anos do Iron Maiden lançada pela Royal Mint em 2025.
Steve Harris, baixista e fundador do Iron Maiden, também comentou recentemente o projeto durante participação no programa “Trunk Nation With Eddie Trunk”, da SiriusXM. Ele reforçou que o filme não foi concebido diretamente pela banda.
“Bom, na verdade, não fomos nós. É sobre nós, mas não por nós. Essa é a diferença. Então é um documentário, que eles vieram até nós com uma ideia que queriam fazer, e ela mudou um pouco em relação à ideia original. Eles iam fazer algo mais sobre os fãs, e ainda é, até certo ponto. Então, sim, não é por nós. Eles queriam usar a nossa arte e tudo mais, e parece que é o nosso documentário. Não é. Acho que eles realmente deveriam ter divulgado que é um documentário sobre o Iron Maiden, não pelo Iron Maiden, porque não somos nós. Não tivemos aquele controle que normalmente teríamos se estivéssemos fazendo nós mesmos, claro”, disse Harris.
O lançamento de “Iron Maiden: Burning Ambition” acontece enquanto o Iron Maiden segue com a turnê mundial “Run For Your Lives”, que celebra os 50 anos da banda. Fundado em 1975 por Steve Harris, o grupo soma 17 álbuns de estúdio, mais de 100 milhões de cópias vendidas e quase 2.500 shows realizados em 64 países.










