Revista Rolling Stone aponta que Geração Z impulsiona retomada dos CDs e formato cresce mais que o vinil

10/09/2026 // Home  »  DestaqueNotícias   »   Revista Rolling Stone aponta que Geração Z impulsiona retomada dos CDs e formato cresce mais que o vinil

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Preço acessível, edições colecionáveis e busca por uma relação mais concreta com a música ajudam a explicar o renovado interesse pelos discos compactos

Considerado ultrapassado após a consolidação das plataformas de streaming, o CD voltou a ganhar espaço entre os consumidores de música, especialmente entre integrantes da Geração Z. Segundo reportagem publicada pela revista norte-americana Rolling Stone, o formato apresenta uma recuperação impulsionada pelo interesse dos jovens por itens físicos, edições especiais e formas mais diretas de apoiar seus artistas favoritos.

Dados da empresa de análise Luminate indicam que 16,3 milhões de CDs foram vendidos nos Estados Unidos durante o primeiro semestre de 2026. O número representa crescimento de 16% em relação ao mesmo período do ano anterior, desempenho superior ao avanço de 2,4% registrado pelo vinil no levantamento. Apesar disso, os discos de vinil ainda mantiveram um volume total maior de vendas.

O movimento ganhou força com lançamentos de artistas do K-pop, responsáveis por colocar no mercado diferentes versões de um mesmo álbum, acompanhadas por encartes, fotografias, cartões e outros itens exclusivos. O disco “Arirang”, do BTS, aparece entre os trabalhos que contribuíram para o aumento das vendas. Mesmo sem considerar os números do gênero sul-coreano, porém, o mercado de CDs teria apresentado crescimento de 6,7%.

Um dos aspectos mais curiosos da retomada é que aproximadamente metade dos compradores de CDs pertencentes à Geração Z e aos millennials não possui um aparelho para reproduzi-los. Para parte desse público, o produto deixou de ser apenas um suporte de áudio e passou a funcionar como objeto de coleção, peça de decoração e demonstração de vínculo com determinado artista.

A diferença de preço também favorece o CD. Enquanto novas edições em vinil frequentemente são comercializadas como produtos de alto valor, os discos compactos permanecem relativamente acessíveis. O mercado de usados amplia ainda mais essa vantagem, permitindo encontrar álbuns clássicos e catálogos completos por preços baixos.

O interesse pelos CDs também acompanha uma valorização mais ampla das mídias físicas. Em meio à oferta praticamente ilimitada do streaming, jovens consumidores demonstram interesse por uma experiência mais intencional: escolher um álbum, observar sua arte, ler o encarte e ouvi-lo na sequência planejada pelo artista. A posse do disco também oferece uma sensação de permanência que os catálogos digitais, sujeitos a mudanças e retiradas, nem sempre garantem.

O streaming continua amplamente dominante e não há indícios de que os CDs voltarão aos níveis comerciais alcançados nas décadas de 1990 e 2000. Ainda assim, o crescimento mostra que o formato encontrou uma nova função. Para uma geração que não viveu o auge do disco compacto, aquilo que durante anos pareceu obsoleto agora surge como algo acessível, colecionável e até mesmo novo.

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