Peter Criss rebate Gene Simmons e chama comentários sobre autoria de Beth de “ridículos e muito desnecessários”

14/01/2026 // Home  »  DestaqueNotícias   »   Peter Criss rebate Gene Simmons e chama comentários sobre autoria de Beth de “ridículos e muito desnecessários”

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Baterista original do Kiss rebate versão do baixista, afirma que criou a melodia e o fraseado e detalha o papel de Bob Ezrin na transformação de Beth

Peter Criss, baterista original do Kiss, contestou publicamente a versão de Gene Simmons sobre a composição de Beth, balada lançada em 1976 no álbum Destroyer e considerada o single de maior posição do grupo nos Estados Unidos. Simmons declarou que Criss “não teve nada a ver” com a criação da música e atribuiu a autoria a Stan Penridge, parceiro de Criss nos tempos da banda Chelsea, além de creditar ao produtor Bob Ezrin a abordagem final que virou marca registrada da faixa. A resposta foi dada em entrevista à Billboard, após declarações de Gene Simmons ao canal Professor Of Rock, com transcrição publicada pelo Blabbermouth.net.

Procurado pela Billboard, Peter Criss rebateu e disse que a descrição de Simmons “não está correta”. Criss afirmou: “Gene não saberia como a música foi originalmente escrita porque ele não estava lá desde a concepção da música no fim dos anos 1960 e não estava lá na conclusão da música com o Bob Ezrin. As declarações do Gene são ridículas e muito desnecessárias. Ele fala sobre coisas que não conhece.”

Criss também apresentou sua versão do processo e declarou, na íntegra: “O que o Gene está entendendo errado é que, como compositor que também canta, eu escrevi a melodia e criei o fraseado da música que está no demo original Beck com o Stan Penridge. Do caderninho preto do Stan, o que permaneceu na versão reformulada de Beth foi o verso e o refrão originais dele, e a minha melodia central permaneceu na composição reformulada. A melodia central foi expandida com a orquestração e o gênio musical do Bob. Eu e o Bob sentamos ao piano no estúdio Record Plant para trabalhar a música. O Bob Ezrin mudou o andamento e deixou mais lento, e eu trabalhei em mudar parte do segundo verso e o fraseado com o andamento mais lento.”

Em outro trecho, Criss acrescentou, na íntegra: “O Bob Ezrin mudou o título de Beck para Beth, não o Gene nem mais ninguém. Foi o Bob Ezrin. Ele me perguntou: Peter, você se importa se a gente mudar o título? Eu disse: claro que não. Beth é muito melhor. O Bob levou a música para casa e ajeitou o resto da letra e a estrutura. Ele adicionou piano, algumas mudanças de tempo e a composição orquestral incrível, que elevou a música muito além do que eu poderia sonhar. Foi de cair o queixo.”

A discussão em torno dos créditos de Beth não é nova e já envolveu outras declarações públicas ao longo dos anos, inclusive de Paul Stanley e do próprio Stan Penridge. Ainda assim, nos registros oficiais, Beth aparece creditada a Peter Criss, Stan Penridge e Bob Ezrin, e segue como uma das músicas mais emblemáticas e mais debatidas da história do Kiss.

Em sua fala ao Professor Of Rock, Simmons afirmou: “Peter não escreve músicas. Ele não toca um instrumento musical. Bateria não é um instrumento musical, por definição. É um instrumento de percussão. Muito importante, às vezes extremamente importante em uma banda. Foi para nós. Mas você não consegue registrar um fill de bateria como direito autoral. Já um riff, uma melodia e uma letra você consegue. Isso pode ser registrado, mas nada do que você faz na bateria impede alguém de copiar exatamente o que você fez e aplicar em outra música. Esse é o ponto número um. Ponto número dois, pelo que eu sei, Peter não toca nenhum outro instrumento que eu tenha visto. Nada de teclado, nada de instrumentos de corda. O Peter tinha uma voz rouca muito boa nos primeiros tempos.”

Na sequência, Simmons continuou, também na íntegra: “A pessoa que escreveu Beth e Baby Driver e mais uma ou duas foi um cara chamado Stan Penridge. Stan Penridge estava com o Peter em um grupo chamado Chelsea. Eles até tinham um disco lançado, acho que pela MCA. Então, Peter não escreveu Beth. E não escreveu Baby Driver. Quem escreveu foi Stan Penridge. Mas, por política e aquela coisa de sugestão aqui, sugestão ali, e eu nem estava presente quando a conversa aconteceu, aparentemente o Stan Penridge concordou que o nome do Peter entraria no crédito de composição. Ele aparece primeiro, Peter Criss, Stan Penridge. Ou Peter Criss, Bob Ezrin, Stan Penridge, ou na outra ordem, mas o Peter vem primeiro. O Peter não teve nada a ver com essa música, nada. Ele cantou. E para acabar com toda essa mitologia, fofoca e mentiras descaradas, foi o Bob Ezrin quem disse: quero fazer isso como Yesterday, dos Beatles, mais como um quarteto de cordas e piano. Mais acústico, porque a melodia pedia isso. E nós nunca tínhamos feito. Nunca pensamos que faríamos uma música assim, mas todo mundo topou.”

Simmons ainda concluiu, na íntegra: “Então, a mitologia de Beth é exatamente isso, mitologia. A história real é que o Peter teve sorte de estar no lugar certo, na hora certa, com um cara que escreveu uma música chamada Beth, e aí o Bob Ezrin, quando ouviu a música, foi para casa antes de ela ser gravada e adicionou a parte do meio no piano, que foi tirada legalmente, porque é domínio público. Eu acredito que era um concerto de piano do Mozart. E essa é a história por trás de Beth.”

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