
“Fúria Sem Olhos” antecipa o disco previsto para o primeiro semestre, inaugurando fase marcada por intensidade, peso e urgência sonora | Foto: Ana Clara Barbosa
Com uma das composições mais rápidas de sua trajetória, a Mãe Serpente lança “Fúria Sem Olhos”, faixa que abre o álbum homônimo e funciona como um cartão de visitas do novo momento do trio de stoner metal. Fortemente influenciada pelo heavy metal, a música aposta em uma abordagem direta e incisiva, evidenciando uma sonoridade mais agressiva sem abrir mão da densidade característica do grupo.
“Fúria Sem Olhos” explora a raiva como força motriz, destacando sua capacidade de impulsionar ação e determinação mesmo diante de cenários adversos. O resultado é uma composição que equilibra urgência, peso e carga emocional, refletindo uma leitura intensa das tensões contemporâneas e das experiências subjetivas.
A produção do single contou com gravação, mixagem e masterização realizadas no Audio One Studios por Alan Wallace, enquanto as vozes foram registradas no 415 Home Studio. A preparação vocal ficou a cargo de Nívea Paula. Já o videoclipe que acompanha o lançamento teve direção, captação e edição assinadas por Felipe Cavalieri.
Confira o videoclipe de “Fúria Sem Olhos” em https://youtu.be/ckmVzc-vctY
“Fúria Sem Olhos” antecipa o disco previsto para o primeiro semestre de 2026. Fernando Dias, fundador da banda, assina todas as faixas do novo trabalho e traz influências do rock clássico e do hard rock dos anos 1970, refletidas em riffs pesados e em letras que dialogam com filosofia existencial, ocultismo e psicologia. Mário Rodrigues, integrante há quatro anos, contribuiu ativamente na pré-produção, incorporando referências que vão do blues ao metal extremo. Já Victor Espeschit, também guitarrista e vocalista da banda de death metal Deathspit, imprime ainda mais peso e dinâmica ao trio, ampliando o alcance sonoro da banda.
Formada no Vale do Aço, em Minas Gerais, a Mãe Serpente é composta por Fernando Dias, responsável por guitarra, vocais e composição, Mário Rodrigues no baixo e Victor Espeschit na bateria. Desde 2015, o trio constrói uma trajetória sólida na cena underground mineira. Após o lançamento do debut, em 2019, e uma pausa durante a pandemia, o trio retorna com uma proposta mais coesa e madura.
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Ricardo Batalha | ASE Music
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