
Fundadores afirmam que a banda precisava de “energia renovada” e decidiu seguir em frente após anos sem contato com o baixista
O guitarrista Jeff Loomis e o baterista Van Williams explicaram por que o baixista fundador Jim Sheppard não foi incluído na atual formação do Nevermore. Em entrevista ao veículo italiano TrueMetal.it, transcrita pelo Blabbermouth, os músicos afirmaram que decidiram deixar para trás os conflitos do passado e iniciar esta nova fase ao lado de integrantes que compartilhassem uma postura mais positiva.
Segundo Loomis, ele e Williams não conversam com Sheppard há muito tempo. O guitarrista declarou que a decisão foi motivada pela necessidade de afastar a negatividade que marcou os últimos anos da formação clássica.
“Decidimos seguir em frente e deixar a negatividade para trás. Queríamos pessoas com a mesma maneira de pensar, que estivessem na mesma sintonia. Quando você sobe ao palco com pessoas que pensam como você, de forma positiva, isso cria uma força muito maior como banda. Havia muita negatividade naquela época”, afirmou.
Williams acrescentou que manteve contato com Loomis durante todo o período em que o Nevermore permaneceu inativo. Os dois continuaram amigos mesmo enquanto o guitarrista integrava o Arch Enemy e o baterista se dedicava a outros projetos. De acordo com ele, a relação com Sheppard, por outro lado, permaneceu distante devido aos problemas acumulados no passado.
“Sabíamos que não poderíamos voltar atrás, porque isso seria realmente andar para trás. Precisávamos de uma energia renovada e nos certificamos de que tínhamos autorização para continuar antes de qualquer coisa. Não temos nada contra ele, mas, para começarmos novamente com uma mentalidade diferente, precisávamos seguir nessa direção”, explicou o baterista.
Além de Loomis e Williams, a formação atual do Nevermore conta com Jack Cattoi na guitarra, Semir Özerkan no baixo e Berzan Önen nos vocais. O novo grupo fez sua estreia ao vivo em 1º de abril, no IF Performance Hall Beşiktaş, em Istambul, na Turquia.
O Nevermore encerrou suas atividades de maneira informal em 2011, quando Loomis e Williams anunciaram a saída devido a diferenças pessoais com Sheppard e o vocalista Warrel Dane. Anos depois, Dane descreveu o grupo como “a melhor banda que o álcool já arruinou”. O cantor morreu em dezembro de 2017, em São Paulo, enquanto trabalhava no álbum solo póstumo “Shadow Work”.
Quando a retomada da banda foi anunciada, Williams já havia defendido a ausência de Sheppard. Na ocasião, afirmou que os dois lados não mantinham contato havia anos e que determinados acontecimentos tornaram a reconciliação inviável. O baterista também negou que o retorno tivesse sido motivado apenas por dinheiro e destacou a paixão pela música, a conexão com os fãs e o processo criativo como as principais razões para reativar o grupo.
Loomis, por sua vez, ressaltou que o Nevermore não procurava um substituto ou imitador de Warrel Dane. A intenção, segundo o guitarrista, era encontrar alguém capaz de interpretar o repertório antigo com personalidade própria e, ao mesmo tempo, acrescentar novas possibilidades ao próximo capítulo da banda.
Em janeiro de 2025, Sheppard manifestou publicamente sua decepção por não ter sido procurado antes do anúncio da reunião. Aposentado da música e vivendo no Alasca com a esposa, a fotógrafa de vida selvagem Priscila, o baixista afirmou que o nome Nevermore representa “sangue, suor e lágrimas”, mas desejou sucesso aos antigos companheiros.









