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	<title>Resenha &#8211; ONDE O ROCK ACONTECE || Site Oficial</title>
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	<description>O site foi fundado pelo jornalista e editor Thiago Rahal Mauro, que possui mais de 15 anos de experiência no meio musical. Jornalista formado pela Universidade FIAM FAAM, com pós-graduação em Comunicação Jornalística pela Casper Líbero, escreve sobre música desde 2003, participando de uma série de projetos ao longo de sua carreira.</description>
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		<title>RESENHA: Treat – The Wild Card (2025)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Thiago Rahal]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2026 19:31:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Compre no Brasil: https://www.lojashinigamirecords.com.br/p-9503448-Treat&#8212;The-Wild-Card Por Thiago Rahal Mauro Lançado em 21 de novembro de 2025 pela Frontiers Records, “The Wild Card” reafirma o Treat como um nome ainda relevante dentro [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Compre no Brasil</strong>: <a href="https://www.lojashinigamirecords.com.br/p-9503448-Treat---The-Wild-Card" target="_blank" rel="noopener">https://www.lojashinigamirecords.com.br/p-9503448-Treat&#8212;The-Wild-Card</a></p>
<p><strong>Por Thiago Rahal Mauro</strong></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-5345" src="https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/05/Treat.jpg" alt="Treat" width="500" height="500" /></p>
<p>Lançado em 21 de novembro de 2025 pela Frontiers Records, “The Wild Card” reafirma o Treat como um nome ainda relevante dentro do melodic rock europeu. O álbum não tenta deslocar a banda de seu território natural, mas trabalha com segurança os elementos que sempre sustentaram sua identidade: refrões bem construídos, guitarras melódicas, teclados presentes e uma produção voltada para valorizar a clareza das canções. São 13 faixas em 52 minutos, dentro de uma proposta direta e coerente com a trajetória do grupo.</p>
<p>A formação reunida em “The Wild Card” mostra um conjunto experiente e funcional. Robert Ernlund segue como uma voz central para a personalidade do Treat, sem forçar interpretações além do necessário. Anders Wikström conduz boa parte da arquitetura musical com guitarras precisas e backing vocals bem encaixados, enquanto Patrick Appelgren usa os teclados para ampliar as melodias sem sobrecarregar os arranjos. A base de Nalle Påhlsson no baixo e Jamie Borger na bateria dá ao disco sustentação suficiente para que o lado mais acessível das composições não perca corpo.</p>
<p>A abertura com “Out With A Bang” apresenta o álbum de forma objetiva, com guitarras firmes e refrão de impacto imediato. “Rodeo” mantém a energia em um caminho mais direto, apoiada no entrosamento entre baixo e bateria, enquanto “1985” dialoga com a memória do hard rock melódico sem soar como simples exercício de nostalgia. Em vez de apenas reproduzir uma estética de época, a faixa usa esse imaginário para reforçar a ligação da banda com sua própria escola musical.</p>
<p>Em “Endeavour”, o Treat trabalha uma construção mais ampla, valorizando a combinação entre guitarra e teclados. A música permite que Wikström apareça com mais desenvoltura, especialmente na forma como alterna peso e melodia. “Hand On Heart” traz um registro mais emocional, sustentado por uma interpretação equilibrada de Ernlund, enquanto “Heaven’s Waiting” assume o papel de balada do disco. A faixa funciona porque evita o excesso dramático e aposta em arranjos que crescem de maneira gradual, com boa participação dos teclados e um solo que complementa a atmosfera da música.</p>
<p>A sequência com “Back To The Future”, “Mad Honey” e “Adam &amp; Evil” ajuda a ampliar o repertório do álbum. A primeira aposta em um refrão mais aberto e em uma construção de fácil assimilação. “Mad Honey” se destaca pelo groove mais marcado, no qual Påhlsson e Borger ganham presença, dando à música uma pulsação diferente dentro do conjunto. Já “Adam &amp; Evil” endurece um pouco mais a sonoridade, com guitarras mais acentuadas e uma abordagem que quebra a previsibilidade sem abandonar a linguagem melódica do Treat.</p>
<p>Em “Your Majesty”, o grupo volta a explorar harmonias vocais e linhas de teclado que reforçam o caráter mais grandioso da canção. “Night Brigade” apresenta uma dinâmica mais urgente, com boa condução da bateria e um trabalho de guitarra que evita excessos. “In The Blink Of An Eye” se apoia mais na interpretação e na construção melódica, criando um dos momentos mais sensíveis do álbum. Nessas faixas, fica claro que o Treat sabe distribuir seus recursos: os teclados dão acabamento, as guitarras sustentam a identidade rock e os vocais de apoio encorpam os refrões.</p>
<p>O encerramento com “One Minute To Breathe” resume bem a proposta de “The Wild Card”: um disco de melodic rock feito por músicos que conhecem profundamente o formato em que atuam. O álbum não depende de rupturas para funcionar, mas da consistência das composições e da execução segura da banda. Robert Ernlund entrega uma performance vocal firme, Anders Wikström mantém a direção musical com bom senso, Patrick Appelgren acrescenta textura sem exagero, e a cozinha formada por Nalle Påhlsson e Jamie Borger garante peso e estabilidade. Dentro de sua proposta, “The Wild Card” é um trabalho sólido, bem produzido e fiel à identidade do Treat.</p>
<p><strong>Formação</strong>:<br />
Robert Ernlund — vocal<br />
Anders Wikström — guitarra<br />
Patrick Appelgren — teclados<br />
Nalle Påhlsson — baixo<br />
Jamie Borger — bateria</p>
<p><strong>Tracklist</strong>:</p>
<p>Out With A Bang<br />
Rodeo<br />
1985<br />
Endeavour<br />
Hand On Heart<br />
Heaven&#8217;s Waiting<br />
Back To The Future<br />
Mad Honey<br />
Adam &amp; Evil<br />
Your Majesty<br />
Night Brigade<br />
In The Blink Of An Eye<br />
One Minute To Breathe</p>
<p><iframe style="border-radius: 12px;" src="https://open.spotify.com/embed/album/2q3t4Y26NiyvoIPyzs6cwp?utm_source=generator" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen" data-testid="embed-iframe"></iframe></p>
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		<title>RESENHA DE SHOW: Monsters of Rock 2026 &#8211; 04/04/2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Thiago Rahal]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Apr 2026 20:57:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Texto: Thiago Rahal Mauro Há festivais que se limitam a empilhar atrações de peso em sequência, confiando apenas no impacto dos nomes no cartaz. O Monsters of Rock 2026, realizado [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><b>Texto: Thiago Rahal Mauro</b></p>
<div id="attachment_5053" style="width: 1060px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-5053" class="size-medium wp-image-5053" src="https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/GNR-Press-Sao-Paulo-24-1050x700.jpg" alt="Gnr Press Sao Paulo 24" width="1050" height="700" srcset="https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/GNR-Press-Sao-Paulo-24-1050x700.jpg 1050w, https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/GNR-Press-Sao-Paulo-24-768x512.jpg 768w, https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/GNR-Press-Sao-Paulo-24-1536x1024.jpg 1536w, https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/GNR-Press-Sao-Paulo-24-2048x1366.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1050px) 100vw, 1050px" /><p id="caption-attachment-5053" class="wp-caption-text">Crédito: Guns N’ Roses</p></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Há festivais que se limitam a empilhar atrações de peso em sequência, confiando apenas no impacto dos nomes no cartaz. O Monsters of Rock 2026, realizado pela Mercury Concerts no dia 4 de abril em São Paulo, buscou algo maior: construiu uma longa travessia pela história, pela permanência e pelas várias formas de o rock seguir ocupando espaço em pleno 2026. Ao longo de mais de onze horas de música, o evento reuniu bandas de diferentes gerações, estéticas e estágios de carreira, costurando um roteiro que começou sob a luz dura do fim da manhã e terminou com um estádio completamente entregue a um repertório de clássicos, virtuosismo e catarse coletiva. Foi um festival de contrastes claros, daqueles em que a identidade não está apenas no peso das atrações principais, mas na maneira como cada show vai preparando o terreno emocional do próximo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também foi um dia em que a experiência de festival apareceu em sua forma mais clássica. Público chegando cedo, circulação ainda tímida nas primeiras apresentações, arquibancadas e pista ganhando corpo com o passar das horas, e a sensação de que o evento se transformava a cada faixa, a cada troca de luz, a cada mudança de temperatura. Nesse percurso, os apresentadores Walcir Chalas, da tradicional loja Woodstock, e Eddie Trunk, nome histórico do programa That Metal Show, tiveram papel importante. Antes de cada banda, os dois surgiam no palco para conduzir as apresentações com o tom cerimonial adequado a um festival que carrega uma marca histórica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que mais chamou atenção, porém, foi a capacidade do Monsters of Rock 2026 de reunir diferentes noções de grandeza dentro do mesmo evento. Houve espaço para a luta das bandas que ainda buscavam provar seu valor diante de um público em formação, para o virtuosismo quase barroco de Yngwie Malmsteen, para a força contemporânea e afirmativa do Halestorm, para a inteligência musical do Extreme, para o peso simbólico do Lynyrd Skynyrd e, no encerramento, para a mistura de caos, mito e espetáculo que ainda acompanha o Guns N’ Roses. Em vez de um festival linear, o que se viu foi uma narrativa como se cada apresentação reposicionasse o público dentro de uma nova era do rock.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se havia uma promessa implícita no line up, era a de que o dia terminaria em estado de exaltação. Mas o mérito do festival esteve também em valorizar o caminho até ali. O Monsters of Rock 2026 foi um evento de construção, de progressão dramática, de crescimento contínuo. Começou como uma manhã de observação, virou tarde de afirmação artística e desaguou numa noite de celebração plena. Foi, acima de tudo, um festival que entendeu algo essencial: no rock, a memória importa, mas o palco continua sendo o verdadeiro tribunal.</span></p>
<div id="attachment_5035" style="width: 1034px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-5035" class="size-full wp-image-5035" src="https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/Eddie-Trunk.jpg" alt="Eddie Trunk" width="1024" height="683" srcset="https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/Eddie-Trunk.jpg 1024w, https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/Eddie-Trunk-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-5035" class="wp-caption-text">Eddie Trunk &#8211; <strong>Crédito:</strong> Ricardo Matsukawa</p></div>
<div id="attachment_5048" style="width: 1034px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-5048" class="size-full wp-image-5048" src="https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/Walcir-Chalas.jpg" alt="Walcir Chalas" width="1024" height="683" srcset="https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/Walcir-Chalas.jpg 1024w, https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/Walcir-Chalas-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-5048" class="wp-caption-text">Walcir Chalas &#8211; <strong>Crédito:</strong> Ricardo Matsukawa</p></div>
<h2><b>Jayler</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Abrir um festival desse porte às 11h30 exige mais do que competência. Exige leitura de ambiente, consciência de função e sangue frio para tocar enquanto o público ainda está chegando, buscando lugar e entendendo o ritmo do dia. O Jayler encarou esse contexto sem afetação. Formado por James Bartholomew (vocal e guitarra), Tyler Arrowsmith (guitarra), Ricky Hodgkiss (baixo) e Ed Evans (bateria)</span><b>, </b><span style="font-weight: 400;"> a banda liderou a apresentação com boa presença, e soube trabalhar dentro do espaço que tinha, sem forçar grandeza artificial. O repertório revelou um grupo interessado em dialogar com a tradição do hard rock e do rock setentista, mas tentando fazê-lo com alguma vitalidade própria. “Down Below” e “The Getaway” funcionaram bem como porta de entrada para um set direto e honesto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, o show deixou clara a fase em que a banda se encontra. Há energia e há boas intenções, mas a identidade ainda parece em construção, sobretudo quando a influência das referências salta mais aos ouvidos do que uma assinatura realmente particular. Isso não comprometeu a apresentação, que teve seus méritos, especialmente em “Riverboat Queen”, “Lovemaker” e na escolha inesperada de “I Believe to My Soul”, inserida com certa naturalidade no contexto do show. No fim, com “Over the Mountain” e “The Rinsk”, o Jayler cumpriu bem seu papel: abriu o dia com dignidade, segurou a atenção possível naquele horário e mostrou potencial para crescer.</span></p>
<p><b>Setlist</b><b><br />
</b><span style="font-weight: 400;">Down Below</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">The Getaway</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">No Woman</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Riverboat Queen</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Lovemaker</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">I Believe to My Soul</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Need Your Love</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Over the Mountain</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">The Rinsk</span></p>
<div id="attachment_5041" style="width: 1034px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-5041" class="size-full wp-image-5041" src="https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/Jayler.jpg" alt="Jayler" width="1024" height="683" srcset="https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/Jayler.jpg 1024w, https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/Jayler-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-5041" class="wp-caption-text">Jayler &#8211; <strong>Crédito:</strong> Ricardo Matsukawa</p></div>
<h2><b>Dirty Honey</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Às 12h30, o Dirty Honey, formado por Marc LaBelle (vocal), John Notto (guitarra), Justin Smolian (baixo) e Jason Ganberg (bateria), já encontrou um cenário mais favorável, com público mais presente e maior disposição para embarcar no clima do festival. A banda norte-americana soube usar essa vantagem com eficiência. Marc LaBelle é um frontman seguro, daqueles que entendem o peso do gesto, da postura e da comunicação imediata com o público. Desde “Won’t Take Me Alive”, o grupo mostrou saber exatamente qual linguagem fala: hard rock de arena, refrães bem desenhados, riffs acessíveis e uma execução que privilegia impacto instantâneo. “California Dreamin’”, “Heartbreaker” e “The Wire” reforçaram essa proposta com competência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Dirty Honey talvez não seja uma banda particularmente surpreendente, mas é inegavelmente funcional ao vivo. Há coesão e há uma confiança de palco que ajuda muito em contexto de festival. Em alguns momentos, o grupo parece confortável demais dentro de um campo estético já bastante conhecido, mas isso não chega a se tornar problema quando a entrega é consistente. “Don’t Put Out the Fire”, “Another Last Time”, “Lights Out”, “When I’m Gone” e “Rolling 7s” mantiveram o set em boa rotação e consolidaram a sensação de um show redondo. Não foi arrebatador, mas foi convincente, e isso, no começo de um dia longo, tem valor real.</span></p>
<p><b>Setlist</b><b><br />
</b><span style="font-weight: 400;">Won’t Take Me Alive</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">California Dreamin’</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Heartbreaker</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">The Wire</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Don’t Put Out the Fire</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Another Last Time</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Lights Out</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">When I’m Gone</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Rolling 7s</span></p>
<div id="attachment_5034" style="width: 1034px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-5034" class="size-full wp-image-5034" src="https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/Dirty-Honey.jpg" alt="Dirty Honey" width="1024" height="683" srcset="https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/Dirty-Honey.jpg 1024w, https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/Dirty-Honey-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-5034" class="wp-caption-text">Dirty Honey &#8211; <strong>Crédito:</strong> Ricardo Matsukawa</p></div>
<h2><b>Yngwie Malmsteen</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Yngwie Malmsteen, o maestro da guitarra, subiu ao palco às 13h45 para mudar completamente a temperatura do festival. Se até ali a lógica era a da canção direta, o guitarrista sueco trouxe uma apresentação centrada na exibição técnica, no excesso assumido e no virtuosismo como linguagem principal. Desde “Rising Force”, ficou claro que o show seria menos uma negociação com o público casual e mais uma reafirmação de seu universo particular. Com apoio consistente de Nick Marino (teclado e vocal), Emi Martinez (baixo) e Mark Ellis (bateria), Yngwie comandou um set que passeou por várias fases de sua carreira, sempre com a guitarra ocupando o centro absoluto da experiência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como quase sempre acontece em suas apresentações, a linha entre fascínio e saturação esteve presente o tempo todo. Há momentos em que Malmsteen parece tocar para um templo particular erguido em torno de sua própria mitologia, e isso pode afastar quem busca dinâmica coletiva ou maior senso de canção. Mas também seria impossível negar a força do espetáculo. “Wicked”, “Soldier”, “Into Valhalla”, “Relentless Fury” e “Now Your Ships Are Burned” mantiveram a tensão alta, enquanto “Badinere”, “Paganini’s 4th / Adagio”, a passagem por “Smoke on the Water”, cantada por Malmsteen, e o encerramento de “Trilogy Suite Op: 5” reafirmaram o caráter grandioso e teatral do set. Fechar com “I’ll See the Light Tonight” foi a maneira certa de devolver o show ao terreno do clássico. Yngwie foi exatamente o que se esperava dele: excessivo, brilhante, autocentrado e hipnótico.</span></p>
<p><b>Setlist</b><b><br />
</b>Rising Force<br />
Top Down, Foot Down<br />
No Rest for the Wicked<br />
Soldier<br />
Into Valhalla<br />
Baroque And Roll<br />
Relentless Fury<br />
Now Your Ships Are Burned<br />
Wolves at the Door<br />
Concerto #4 / Adagio / Far Beyond the Sun / Bohemian Rhapsody<br />
Fire and Ice<br />
Evil Eye<br />
Smoke on the Water (Deep Purple cover)<br />
Trilogy Suite Op: 5<br />
Overture<br />
Badinerie / Black Star<br />
I&#8217;ll See the Light Tonight</p>
<div id="attachment_5046" style="width: 1034px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-5046" class="size-full wp-image-5046" src="https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/Malmsteen.jpg" alt="Malmsteen" width="1024" height="683" srcset="https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/Malmsteen.jpg 1024w, https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/Malmsteen-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-5046" class="wp-caption-text">Malmsteen &#8211; <strong>Crédito:</strong> Ricardo Matsukawa</p></div>
<h2><b>Halestorm</b></h2>
<p><b>Formação: Lzzy Hale (vocal), Josh Smith (baixo), Joe Hottinger (guitarra) e Arejay Hale (bateria)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Halestorm entrou às 15h15 como quem sabia perfeitamente que o festival precisava virar de chave. E virou. Desde os primeiros minutos de “Fallen Star”, a banda norte-americana impôs uma presença muito diferente da que havia dominado o dia até então. Mais do que peso, havia uma novidade no ar. A banda é formada por Lzzy Hale (vocal), Josh Smith (baixo), Joe Hottinger (guitarra) e Arejay Hale (bateria). Lzzy Hale tomou o palco com a segurança de uma artista que domina a própria linguagem e entende como mobilizar um público heterogêneo em ambiente de festival. “Mz. Hyde”, “I Miss the Misery” e “Love Bites (So Do I)” foram executadas com precisão e muita personalidade, sem a menor sensação de piloto automático.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das grandes virtudes do Halestorm ao vivo é a maneira como a banda equilibra impacto e comunicação. Josh Smith, Joe Hottinger e Arejay Hale oferecem base firme, mas tudo se reorganiza ao redor da figura de Lzzy, uma frontwoman que sabe ser agressiva, magnética e emocional sem perder controle em nenhum momento. Em “WATCH OUT!” e “Like a Woman Can”, isso ficou evidente. O Halestorm não toca apenas para preencher espaço com distorção e refrão. Toca para afirmar presença, discurso e relevância. Em um festival com tantos nomes históricos, a banda soou atual e necessária.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A parte central do show foi especialmente forte porque mostrou que o grupo sabe desacelerar sem perder tensão. “I Get Off” manteve o público conectado, mas “Familiar Taste of Poison” e “Rain Your Blood on Me” trouxeram densidade emocional a uma tarde que até ali havia sido marcada sobretudo por energia e técnica. O Halestorm conseguiu criar atmosfera, algo nem sempre fácil em contexto de festival, ainda mais num horário em que a luz do dia ainda impõe certa frieza visual. Foi justamente ali que a banda se diferenciou, provando que seu peso não depende só de impacto físico, mas também de construção dramática.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No trecho final, “Freak Like Me”, “Wicked Ways” e “I Gave You Everything” consolidaram uma apresentação que foi além do eficiente. O Halestorm entregou um dos shows mais completos do evento até aquele momento. Repertório, domínio de palco, leitura precisa do público e, acima de tudo, convicção artística. Em um dia cheio de nomes consagrados por décadas passadas, a banda apareceu como prova de que o rock pesado ainda consegue soar contemporâneo sem pedir licença à nostalgia.</span></p>
<p><b>Setlist</b><b><br />
</b><span style="font-weight: 400;">Fallen Star</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Mz. Hyde</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">I Miss the Misery</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Love Bites (So Do I)</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">WATCH OUT!</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Like a Woman Can</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">I Get Off</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Familiar Taste of Poison</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Rain Your Blood on Me</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Freak Like Me</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Wicked Ways</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">I Gave You Everything</span></p>
<div id="attachment_5040" style="width: 1034px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-5040" class="size-full wp-image-5040" src="https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/Halestorm1.jpg" alt="Halestorm1" width="1024" height="683" srcset="https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/Halestorm1.jpg 1024w, https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/Halestorm1-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-5040" class="wp-caption-text">Halestorm &#8211; <strong>Crédito:</strong> Ricardo Matsukawa</p></div>
<div id="attachment_5039" style="width: 1034px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-5039" class="size-full wp-image-5039" src="https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/Halestorm.jpg" alt="Halestorm" width="1024" height="683" srcset="https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/Halestorm.jpg 1024w, https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/Halestorm-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-5039" class="wp-caption-text">Halestorm &#8211; <strong>Crédito:</strong> Ricardo Matsukawa</p></div>
<h2><b>Extreme</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O Extreme subiu ao palco às 16h45 com um início de chuva forte naquela tarde ensolarada e uma responsabilidade dupla: suceder um show forte e, ao mesmo tempo, corresponder ao tamanho do próprio legado. Gary Cherone e Nuno Bettencourt, eixos centrais da apresentação, conduziram o set com a experiência de quem sabe exatamente como dosar carisma, repertório e força no palco. “It’s a Monster” e “Decadence Dance” abriram os trabalhos em alta rotação, e “#REBEL” mostrou que a banda não depende exclusivamente do passado para sustentar sua presença. Havia fome de palco, e isso ficou claro desde os primeiros minutos. A chuva parou rapidamente e o público se refez ao longo do set.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Naturalmente, Nuno foi um espetáculo à parte. Seu talento é antigo, conhecido e amplamente celebrado, mas ao vivo continua impressionando não apenas pela técnica, e sim pela capacidade de transformar técnica em discurso musical. “Play With Me”, com a introdução de “We Will Rock You”, serviu como vitrine disso. Já Gary Cherone mostrou um desempenho muito sólido, sem soar refém da nostalgia. Cantou bem, ocupou o palco com personalidade e ajudou a fazer do show algo maior do que uma simples vitrine de virtuosismo guitarrístico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A apresentação ganhou outra camada em “Am I Ever Gonna Change” e “THICKER THAN BLOOD”, músicas que trouxeram mais densidade e quebraram a possibilidade de um set excessivamente apoiado apenas em energia e exibicionismo. “Hole Hearted” funcionou como respiro, e “Midnight Express” foi o momento em que o Monsters of Rock praticamente parou para assistir Nuno Bettencourt trabalhar. Não se tratou apenas de um solo ou de uma passagem instrumental bem executada. Foi um lembrete de como alguns músicos conseguem fazer da guitarra uma forma de narrativa completa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando chegou “More Than Words”, o reconhecimento coletivo era inevitável, mas o mérito do Extreme esteve em não permitir que essa música sequestrasse a apresentação. “Get the Funk Out” devolveu tudo ao lugar do groove e da energia, e “RISE” encerrou o show de maneira firme, atual e coerente com a proposta da banda. O Extreme fez o que veteranos inteligentes precisam fazer: honrou o passado, mostrou vigor no presente e evitou transformar o palco em museu.</span></p>
<p><b>Setlist</b><b><br />
</b>It (&#8216;s a Monster)<br />
Decadence Dance<br />
#REBEL<br />
Play With Me<br />
Am I Ever Gonna Change<br />
THICKER THAN BLOOD<br />
Hole Hearted<br />
Flight of the Wounded Bumblebee<br />
Midnight Express<br />
More Than Words<br />
Get the Funk Out<br />
RISE</p>
<div id="attachment_5047" style="width: 1034px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-5047" class="size-full wp-image-5047" src="https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/Publico.jpg" alt="Publico" width="1024" height="683" srcset="https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/Publico.jpg 1024w, https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/Publico-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-5047" class="wp-caption-text">Publico &#8211; <strong>Crédito:</strong> Ricardo Matsukawa</p></div>
<div id="attachment_5038" style="width: 1034px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-5038" class="size-full wp-image-5038" src="https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/Extreme2.jpg" alt="Extreme2" width="1024" height="683" srcset="https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/Extreme2.jpg 1024w, https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/Extreme2-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-5038" class="wp-caption-text">Extreme &#8211; <strong>Crédito:</strong> Ricardo Matsukawa</p></div>
<div id="attachment_5037" style="width: 1034px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-5037" class="size-full wp-image-5037" src="https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/Extreme1.jpg" alt="Extreme1" width="1024" height="683" srcset="https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/Extreme1.jpg 1024w, https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/Extreme1-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-5037" class="wp-caption-text">Extreme &#8211; <strong>Crédito:</strong> Ricardo Matsukawa</p></div>
<div id="attachment_5036" style="width: 1034px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-5036" class="size-full wp-image-5036" src="https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/Extreme.jpg" alt="Extreme" width="1024" height="683" srcset="https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/Extreme.jpg 1024w, https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/Extreme-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-5036" class="wp-caption-text">Extreme &#8211; <strong>Crédito:</strong> Ricardo Matsukawa</p></div>
<h2><b>Lynyrd Skynyrd</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando o Lynyrd Skynyrd subiu ao palco às 18h15, não era apenas mais uma banda histórica ocupando um horário nobre do festival. Era a entrada de um nome que carrega, ao mesmo tempo, glória, luto, resistência e permanência. Poucos grupos na história do rock foram tão profundamente atravessados pela tragédia quanto o Lynyrd Skynyrd. Fundada em Jacksonville, na Flórida, nos anos 1960 e transformada em uma das maiores instituições do southern rock nos anos 1970, a banda ajudou a moldar um som, uma estética e uma identidade profundamente ligadas ao sul dos Estados Unidos. Mas essa trajetória foi brutalmente interrompida em 1977, quando um acidente aéreo matou o vocalista Ronnie Van Zant, o guitarrista Steve Gaines, a backing vocal Cassie Gaines e membros da equipe, congelando precocemente uma ascensão que parecia não ter teto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir dali, o Lynyrd Skynyrd deixou de ser apenas uma banda e passou a existir também como memória e herança. O retorno no fim dos anos 1980, já com Johnny Van Zant assumindo os vocais, nunca foi uma tentativa de apagar o passado, mas de carregá-lo adiante com respeito e enorme responsabilidade. Ao longo das décadas, novas perdas foram se somando, incluindo nomes fundamentais como Allen Collins, Leon Wilkeson, Billy Powell, Ean Evans, Gary Rossington e, mais recentemente, o peso inevitável de seguir sem seus pilares originais em cena. Ver o Lynyrd Skynyrd em 2026, portanto, é necessariamente encarar essa história. Não se trata de procurar autenticidade num sentido purista ou de cobrar que o grupo reproduza algo irrecuperável. Trata-se de observar como um repertório atravessado pela morte, pelo tempo e pela reconstrução ainda consegue soar vivo diante de milhares de pessoas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E foi justamente isso que a banda entregou. Formada atualmente por Johnny Van Zant (vocal), Rickey Medlocke (guitarra), Mark Matejka (guitarra), Damon Johnson (guitarra), Michael Cartellone (bateria), Peter Keys (piano), Robbie Harrington (baixo) e Carol Chase e Stacy Michelle (backing vocals), a banda iniciou o show com “Workin’ for MCA”, “What’s Your Name” e “That Smell” com autoridade. O Lynyrd Skynyrd sabe que sua força hoje está menos em tentar parecer uma banda rejuvenescida e mais em sustentar, com dignidade e firmeza, um cancioneiro que virou patrimônio afetivo do rock. Johnny Van Zant não tenta ser Ronnie, e esse talvez seja um dos pontos mais honestos dessa encarnação. Ele ocupa o posto com consciência de legado, sem cair na armadilha da caricatura, enquanto Rickey Medlocke assume parte importante da energia de palco com a vivência de quem também faz parte dessa história há muitas décadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O show cresceu à medida que a banda se apoiou menos no símbolo e mais na consistência musical. “I Need You”, “Gimme Back My Bullets” e “Saturday Night Special” mantiveram o set firme, com boas camadas de guitarra e andamento sólido, enquanto “Down South Jukin’”, “Still Unbroken” e “The Needle And The Spoon” mostraram que ainda existe pulsação real ali, não apenas reverência. O Lynyrd Skynyrd poderia facilmente soar como uma homenagem permanente a si mesmo. Em vez disso, encontrou calor e alguma vitalidade dentro de um formato que, pela própria natureza, já carrega solenidade demais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas foi na reta emocional do show que todo esse contexto histórico encontrou seu verdadeiro sentido. “Tuesday’s Gone” e, sobretudo, “Simple Man” ganharam outra dimensão quando atravessadas pela biografia da banda. Em grupos comuns, essas músicas já seriam fortes. No Lynyrd Skynyrd, elas vêm marcadas por tudo o que aconteceu antes e depois delas. Cada verso parece carregar não apenas a memória dos que partiram, mas o esforço contínuo de manter de pé algo que já foi atingido muitas vezes e, ainda assim, seguiu adiante. Quando “Sweet Home Alabama” transformou o estádio em coro coletivo e “Free Bird” encerrou a apresentação com a carga épica e ritualística que a música exige, o que se viu não foi apenas um desfile de clássicos. Foi um testemunho de sobrevivência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não foi o show mais moderno, nem o mais ousado, nem o mais tecnicamente impressionante do Monsters of Rock. Mas talvez tenha sido um dos mais pesados em significado. O Lynyrd Skynyrd de 2026 já não é apenas uma banda em atividade. É uma estrutura de memória em movimento, um repertório que se recusa a desaparecer e uma prova de que certos nomes ultrapassam a lógica comum da carreira para entrar no campo da permanência histórica. E ao vivo, diante de um festival dessa grandeza, isso teve um peso difícil de ignorar.</span></p>
<p><b>Setlist</b><b><br />
</b><span style="font-weight: 400;">Workin’ for MCA</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">What’s Your Name</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">That Smell</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">I Need You</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Gimme Back My Bullets</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Saturday Night Special</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Down South Jukin’</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Still Unbroken</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">The Needle And The Spoon</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Tuesday’s Gone</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Simple Man</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Gimme Three Steps</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Call Me The Breeze</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Red White &amp; Blue (Love It Or Leave)</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Sweet Home Alabama</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Free Bird</span></p>
<div id="attachment_5042" style="width: 1034px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-5042" class="size-full wp-image-5042" src="https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/Lynyrd.jpg" alt="Lynyrd" width="1024" height="683" srcset="https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/Lynyrd.jpg 1024w, https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/Lynyrd-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-5042" class="wp-caption-text"><span style="font-weight: 400;">Lynyrd Skynyrd &#8211; <strong>Crédito:</strong> Ricardo Matsukawa</span></p></div>
<div id="attachment_5044" style="width: 1034px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-5044" class="size-full wp-image-5044" src="https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/Lynyrd2.jpg" alt="Lynyrd2" width="1024" height="683" srcset="https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/Lynyrd2.jpg 1024w, https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/Lynyrd2-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-5044" class="wp-caption-text"><span style="font-weight: 400;">Lynyrd Skynyrd &#8211; <strong>Crédito:</strong> Ricardo Matsukawa</span></p></div>
<div id="attachment_5043" style="width: 1034px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-5043" class="size-full wp-image-5043" src="https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/Lynyrd1.jpg" alt="Lynyrd1" width="1024" height="683" srcset="https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/Lynyrd1.jpg 1024w, https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/Lynyrd1-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-5043" class="wp-caption-text"><span style="font-weight: 400;">Lynyrd Skynyrd &#8211; <strong>Crédito:</strong> Ricardo Matsukawa</span></p></div>
<div id="attachment_5045" style="width: 1034px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-5045" class="size-full wp-image-5045" src="https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/Lynyrd3.jpg" alt="Lynyrd3" width="1024" height="683" srcset="https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/Lynyrd3.jpg 1024w, https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/Lynyrd3-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-5045" class="wp-caption-text"><span style="font-weight: 400;">Lynyrd Skynyrd &#8211; <strong>Crédito:</strong> Ricardo Matsukawa</span></p></div>
<h2><b>Guns N’ Roses</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Fechar um Monsters of Rock é mais do que encerrar um line-up. É assumir a responsabilidade de em um único show, toda a expectativa acumulada ao longo de um dia inteiro de festival. O Guns N’ Roses entrou às 20h30 com esse peso nos ombros e com algo mais: a condição de nome que transcende o próprio circuito do hard rock e já opera num campo quase mitológico da cultura popular. Havia no estádio a sensação de que tudo havia sido construído para chegar àquele momento. Atualmente,o Guns N’ Roses é formado por Axl Rose (vocal), Slash (guitarra), Duff McKagan (baixo), Richard Fortus (guitarra), Isaac Carpenter (bateria) e Dizzy Reed (teclados/piano).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E o início do show correspondeu a essa expectativa com força. “Welcome to the Jungle” explodiu como deveria explodir, e a sequência com “Slither”, “It’s So Easy” e “Live and Let Die” colocou o Allianz Parque em estado de euforia imediata. Poucas bandas ainda conseguem produzir esse tipo de reação coletiva com tanta velocidade. Em “Slither”, houve um momento curioso: Axl Rose se aproximou de Slash e, sem perceber que o vocalista estava por perto, o guitarrista girou a guitarra durante a performance e acabou acertando o rosto de Axl. Em outros tempos, isso talvez causasse apreensão na equipe da banda, mas o cantor levou a situação na esportiva e seguiu o show como se nada tivesse acontecido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É claro que ver o Guns N’ Roses em 2026 implica lidar com comparações inevitáveis com outras fases da banda. Isso acompanha o grupo como uma sombra permanente. Mas talvez o olhar mais justo seja outro. Axl Rose já não canta da mesma forma que em outras décadas, algo natural diante do tempo e da longa trajetória da banda, mas isso em nenhum momento diminuiu a força de sua presença no palco. Mais do que buscar comparação com o passado, o show evidenciou um artista que segue carismático, dono de uma identidade única e plenamente capaz de conduzir uma apresentação desse porte. Ao seu redor, há também uma banda madura, segura e consciente do próprio tamanho, que sabe transformar essa história em espetáculo com autoridade. “Mr. Brownstone”, “Bad Obsession” e “Rocket Queen” soaram pesadas, vivas e cheias de balanço, como se o grupo ainda soubesse acessar aquela mistura específica de decadência glamourosa e rua que moldou sua identidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos aspectos mais interessantes do show foi a escolha de não transformar o set em uma sequência óbvia de maiores sucessos. “Perhaps”, “Dead Horse”, “Double Talkin’ Jive”, “Nothin’” e “You Could Be Mine” mostraram uma banda disposta a oferecer um recorte mais amplo de seu universo, preservando certa imprevisibilidade dentro do gigantismo. “Civil War” apareceu com força renovada, e as inclusões de “Junior’s Eyes”, do Black Sabbath, em homenagem à Ozzy Osbourne, “Knockin’ on Heaven’s Door”, de Bob Dylan, e “New Rose”, do The Damned, ampliaram o alcance do show, conectando o Guns a outras linhagens do rock que sempre fizeram parte de sua formação estética.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Slash, como de costume, ocupou um lugar à parte dentro da apresentação. Seu solo não foi apenas um momento protocolar reservado ao guitarrista estrela. Foi uma reafirmação de linguagem. Seu fraseado continua imediatamente reconhecível, sua presença segue monumental e sua capacidade de transformar poucos segundos de melodia em assinatura permanece intacta. Quando a banda entrou em “Sweet Child O’ Mine”, o estádio chegou a um de seus ápices emocionais mais evidentes. É uma música tão absorvida pela cultura pop que quase corre o risco de ser tratada como inevitável. Mas ao vivo, na mão certa, ela ainda encontra meios de parecer gigantesca.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A reta final do show foi construída com inteligência dramática. “Estranged” trouxe melancolia, ambição e uma dimensão épica que sempre diferenciou o Guns N’ Roses de boa parte de seus contemporâneos. “Bad Apples” apareceu como bônus valioso para quem gosta de olhar além do repertório mais previsível, e “November Rain” fez o que sempre faz: suspendeu o tempo, recolocou o romantismo grandioso da banda no centro da cena e fez milhares de pessoas cantarem como se aquela música pertencesse à biografia de cada uma delas. Há canções que já passaram por todos os filtros da crítica, mas continuam inalcançáveis quando o assunto é impacto emocional coletivo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Nightrain” e “Paradise City” encerraram a noite em estado de explosão, como o headliner de um festival desse porte precisa encerrar. E talvez esse seja o melhor resumo possível do show e do próprio Monsters of Rock 2026. O Guns N’ Roses não entregou perfeição, e nem precisava. Entregou grandeza, repertório, presença e a sensação inequívoca de acontecimento. Fechou o festival como um nome desse tamanho deve fechar: arrastando tudo para a esfera da catarse. Ao final, o que ficou foi a impressão de que o Monsters of Rock 2026 soube conduzir o público por uma jornada completa, da curiosidade matinal à exaustão feliz da noite. E o Guns, com todas as suas contradições, excessos e marcas do tempo, foi o desfecho certo para essa história.</span></p>
<p><b>Setlist</b><b><br />
</b><span style="font-weight: 400;">Welcome to the Jungle</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Slither</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">It’s So Easy</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Live and Let Die</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Mr. Brownstone</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Bad Obsession</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Rocket Queen</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Perhaps</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Dead Horse</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Double Talkin’ Jive</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Nothin’</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">You Could Be Mine</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Civil War</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Junior’s Eyes</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Knockin’ on Heaven’s Door</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">New Rose</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Atlas</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Solo de guitarra de Slash</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Sweet Child O’ Mine</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Estranged</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Bad Apples</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">November Rain</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Nightrain</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Paradise City</span></p>
<div id="attachment_5054" style="width: 1060px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-5054" class="size-medium wp-image-5054" src="https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/GNR-Press-Sao-Paulo-18-1050x700.jpg" alt="Gnr Press Sao Paulo 18" width="1050" height="700" srcset="https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/GNR-Press-Sao-Paulo-18-1050x700.jpg 1050w, https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/GNR-Press-Sao-Paulo-18-768x512.jpg 768w, https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/GNR-Press-Sao-Paulo-18-1536x1024.jpg 1536w, https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/GNR-Press-Sao-Paulo-18-2048x1365.jpg 2048w" sizes="auto, (max-width: 1050px) 100vw, 1050px" /><p id="caption-attachment-5054" class="wp-caption-text">Crédito: <strong>Guns N’ Roses</strong></p></div>
<div id="attachment_5052" style="width: 1060px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-5052" class="size-medium wp-image-5052" src="https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/GNR-Press-Sao-Paulo-1-1050x700.jpg" alt="Gnr Press Sao Paulo 1" width="1050" height="700" srcset="https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/GNR-Press-Sao-Paulo-1-1050x700.jpg 1050w, https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/GNR-Press-Sao-Paulo-1-768x512.jpg 768w, https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/GNR-Press-Sao-Paulo-1-1536x1024.jpg 1536w, https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/GNR-Press-Sao-Paulo-1-2048x1366.jpg 2048w" sizes="auto, (max-width: 1050px) 100vw, 1050px" /><p id="caption-attachment-5052" class="wp-caption-text">Crédito: <strong>Guns N’ Roses</strong></p></div>
<div id="attachment_5051" style="width: 1060px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-5051" class="size-medium wp-image-5051" src="https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/GNR-Press-Sao-Paulo-4-1050x700.jpg" alt="Gnr Press Sao Paulo 4" width="1050" height="700" srcset="https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/GNR-Press-Sao-Paulo-4-1050x700.jpg 1050w, https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/GNR-Press-Sao-Paulo-4-768x512.jpg 768w, https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/GNR-Press-Sao-Paulo-4-1536x1024.jpg 1536w, https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/GNR-Press-Sao-Paulo-4-2048x1366.jpg 2048w" sizes="auto, (max-width: 1050px) 100vw, 1050px" /><p id="caption-attachment-5051" class="wp-caption-text">Crédito: <strong>Guns N’ Roses</strong></p></div>
<div id="attachment_5050" style="width: 1060px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-5050" class="size-medium wp-image-5050" src="https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/GNR-Press-Sao-Paulo-8-1050x700.jpg" alt="Gnr Press Sao Paulo 8" width="1050" height="700" srcset="https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/GNR-Press-Sao-Paulo-8-1050x700.jpg 1050w, https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/GNR-Press-Sao-Paulo-8-768x512.jpg 768w, https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/GNR-Press-Sao-Paulo-8-1536x1024.jpg 1536w, https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/GNR-Press-Sao-Paulo-8-2048x1366.jpg 2048w" sizes="auto, (max-width: 1050px) 100vw, 1050px" /><p id="caption-attachment-5050" class="wp-caption-text">Crédito: <strong>Guns N’ Roses</strong></p></div>
<div id="attachment_5049" style="width: 1060px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-5049" class="size-medium wp-image-5049" src="https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/GNR-Press-Sao-Paulo-11-1050x700.jpg" alt="Gnr Press Sao Paulo 11" width="1050" height="700" srcset="https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/GNR-Press-Sao-Paulo-11-1050x700.jpg 1050w, https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/GNR-Press-Sao-Paulo-11-768x512.jpg 768w, https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/GNR-Press-Sao-Paulo-11-1536x1024.jpg 1536w, https://ondeorockacontece.com.br/site/wp-content/uploads/2026/04/GNR-Press-Sao-Paulo-11-2048x1366.jpg 2048w" sizes="auto, (max-width: 1050px) 100vw, 1050px" /><p id="caption-attachment-5049" class="wp-caption-text">Crédito: <strong>Guns N’ Roses</strong></p></div>
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