Sascha Paeth e Miro: álbuns produzidos pela dupla que moldaram o Power Metal

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Texto por Thiago Rahal Mauro

Sascha Paeth Featured 1

Sascha Paeth

Dos clássicos de Angra, Shaman, Virgo e Andre Matos às obras-primas de Rhapsody, Kamelot, Epica, Avantasia e Edguy, reunimos os álbuns mais famosos em que os produtores moldaram o som do Power Metal.

Poucos produtores são tão imediatamente reconhecíveis no Power Metal e no Metal Sinfônico quanto a dupla alemã Sascha Paeth e Michael “Miro” Rodenberg. A partir do Gate Studios, em Wolfsburg, eles ajudaram a moldar a identidade sonora de bandas brasileiras e europeias, combinando peso, clareza e orquestrações de clima cinematográfico que se tornaram referência para todo o gênero. Ao mesmo tempo, é importante lembrar que esses discos não são obra exclusiva dos dois: por trás de cada álbum há uma rede de engenheiros, técnicos e colaboradores dividindo funções em estúdio. Em produções desse porte, são muitas mãos trabalhando para que o resultado final alcance o nível de qualidade que o público escuta.

Abaixo, uma seleção de produções – não é uma lista “total” -, mas um mapa das obras em que o trabalho de ambos teve impacto direto na história do metal.

Michael Miro Rodenberg

Michael “Miro” Rodenberg

As raízes e o nascimento da “escola Gate Studios”

1993 – Angra – Angels Cry

Primeira grande virada: Paeth produz o debut do Angra ao lado de Charlie Bauerfeind, além de atuar como engenheiro de som. O disco coloca o metal brasileiro no mapa internacional com uma combinação rara de timbres cristalinos, virtuose neoclássica e ousadia nos arranjos. Clássicos como “Carry On”, “Angels Cry”, “Time” e “Stand Away” sintetizam essa estética: refrãos marcantes, linhas vocais elaboradas de Andre Matos e guitarras de Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt lapidadas no padrão que passaria a ser associado ao próprio nome de Sascha Paeth.

Angra Cover

1996 – Angra – Holy Land e EP Freedom Call

De novo ao lado de Charly Bauerfeind, aqui como produtor principal, engenheiro, responsável pela mixagem e programação, o Angra aprofunda em Holy Land a fusão de metal, música brasileira e elementos eruditos, com Sascha Paeth atuando nos bastidores como peça técnica-chave em computadores, teclados, programação e arranjos orquestrais. No núcleo criativo, Andre Matos assina composições, teclados, órgão, piano, flauta, viola e vocais; Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt dividem guitarras e composição; Luis Mariutti assume o baixo e Ricardo Confessori, a bateria, com Antonio D. Pirani como produtor executivo. Faixas como “Nothing To Say”, “Silence and Distance”, “Carolina IV”, “Holy Land”, “The Shaman” e “Make Believe” evidenciam esse salto de produção e escrita, em que percussões típicas, violões, coros e passagens sinfônicas convivem com riffs rápidos e linhas vocais altamente melódicas de Andre. No mesmo ano, a dupla Bauerfeind/Paeth também participa tecnicamente do EP Freedom Call – com destaques como “Freedom Call”, “Reaching Horizons” e o cover de “Painkiller” –, consolidando de vez o “som Angra” da era Andre Matos dentro do padrão de qualidade que passaria a ser associado ao trabalho de Bauerfeind e Paeth.

Angra Holy Land

1997–1998 – Rhapsody – Legendary Tales e Symphony Of Enchanted Lands

Aqui entra em cena, de vez, o eixo Paeth + Miro. Em Legendary Tales, o Rhapsody estreia como artista principal sob a batuta técnica de Sascha Paeth, creditado como produtor, engenheiro, responsável pela mixagem, baixo, violão acústico e mandolim, ao lado do produtor executivo R. Limb Schnoor. No núcleo criativo, Luca Turilli e Alex Staropoli assinam as composições, com Turilli também nos vocais de apoio e notas de encarte, enquanto Staropoli cuida dos teclados, arranjos e coros, sustentados pela base de Daniele Carbonera na bateria e por Robert Hunecke-Rizzo no baixo e nos coros. O time de vozes e orquestra se completa com Fabio Lione (vocais principais e backing vocals), um extenso coro (Cinzia Rizzo, Tatiana Bloch, Thomas Rettke, Wolfgang Herbst, Ricky Rizzo, entre outros) e músicos convidados de cordas e flautas barrocas, moldando o clima de trilha de cinema que se tornaria marca registrada da banda. Em faixas como “Warrior Of Ice”, “Rage Of The Winter”, “Forest Of Unicorns” e “Land Of Immortals”, essa combinação de composição, arranjo e trabalho de estúdio já revela o blueprint do symphonic power metal moderno: riffs neoclássicos, narrativas fantásticas e arranjos sinfônicos pomposos, lapidados pela produção de Paeth (em parceria de bastidor com Miro) e levados adiante, logo depois, em Symphony Of Enchanted Lands.

Em Symphony Of Enchanted Lands, clássicos como “Emerald Sword”, “Wisdom Of The Kings”, “Wings Of Destiny” e a longa faixa-título levam esse conceito ao limite: tudo soa mais épico, dramático e expansivo. Paeth e Miro equilibram banda, coros e orquestra com precisão cirúrgica, como se estivessem produzindo uma trilha sonora completa em formato de álbum de metal – é o ponto em que o Rhapsody deixa de ser apenas uma banda de power metal e se afirma como sinônimo de “cinema em música”.

1999 – Luca Turilli – King Of The Nordic Twilight

No projeto solo de Luca Turilli, King Of The Nordic Twilight, a veia épica do guitarrista encontra a assinatura total de estúdio de Miro e Sascha Paeth: Miro assina a produção, teclados, piano, cembalo e coros, enquanto Sascha aparece como produtor, responsável por engenharia, mixagem e masterização, além de tocar baixo e violões/acústicos e guitarras adicionais. Luca assume as guitarras solo, parte dos teclados, letras e composição, com Olaf Hayer nos vocais principais, backing vocals e coros e Robert Hunecke Rizzo na bateria e coros, formando o núcleo musical que transforma o disco em uma verdadeira “trilha de fantasia em forma de metal”. A parte visual fica por conta de Eric Philippe na capa e logo, e de Karsten Koch na fotografia. Em faixas como “Kings Of The Nordic Twilight”, “Black Dragon”, “Legends Of Frozen Heaven” e “The Ancient Forest Of Elves”, coros, narrativas e orquestrações se entrelaçam com a guitarra virtuose sobre um som lapidado ao detalhe, pensado para colocar o ouvinte dentro da história – um modelo de produção que se tornaria marca registrada da dupla Miro e Paeth em boa parte do symphonic power metal posterior.

Andre Matos explode, Epica nasce, Avantasia desperta

2000 – Rhapsody – Dawn Of Victory

Em Dawn Of Victory, Paeth e Miro consolidam de vez a fama de produtores “épicos” do power metal: Sascha Paeth surge creditado como produtor, engenheiro, responsável pela mixagem e masterização, enquanto Alex Staropoli e Luca Turilli assinam a composição e o conceito do álbum, com R. Limb Schnoor como produtor executivo e Manuel Staropoli na engenharia. Mais direto e agressivo que os trabalhos anteriores, o disco mantém intacto o clima cinematográfico, com as ideias de Turilli e Staropoli sendo organizadas em estúdio por Paeth e Miro de forma quase “orquestral”. Destaques como “Dawn Of Victory”, “Holy Thunderforce”, “Triumph For My Magic Steel” e “Dargor, Shadowlord Of The Black Mountain” trazem guitarras neoclássicas, coros grandiosos e orquestrações precisas, todas encaixadas com a assinatura Paeth + Miro que passaria a ser sinônimo de produção de alto nível no symphonic power metal.

Rhapsody

2001 – Virgo – Matos/Paeth

Projeto conjunto de Sascha e Andre Matos fora do território power metal, o álbum homônimo do Virgo traz Sascha Paeth e Miro como produtores, gravado nos estúdios Vox Klangstudio, Gate Studio e Pathiway Studios, na Alemanha, com engenharia de Michael Tibes, do próprio Sascha e de Volker Heintzen, e mixagem e masterização assinadas por Paeth. No núcleo da banda estão Andre Matos nos vocais, Sascha nas guitarras, Olaf Reitmeier no baixo, Michael “Miro” Rodenberg nos teclados e Robert Hunecke Rizzo na bateria, apoiados por um pequeno ensemble orquestral com arranjos de Miro e regência do próprio Andre, além da arte e do layout de Ralf Schindler e fotos de Tomas Liebig, Thomas Kuschewski e Sabina Griessmann. Musicalmente, o álbum aposta em AOR, pop rock e baladas de clima sinfônico, com foco total em melodias e em um som quente e orgânico, distante do metal mas com a mesma finesse de produção. Faixas como “To Be”, “No Need To Have An Answer”, “Discovery”, “Street To Babylon”, “River”, “Blowing Away”, “I Want You To Know” e “Fiction” colocam a voz de Andre em primeiro plano sobre arranjos elegantes de piano, guitarras e orquestra, mostrando outro lado da parceria Paeth e Matos sem abrir mão do cuidado técnico típico do Gate Studios.

Virgo Matos & Paeth

2001 – Avantasia – The Metal Opera Part 1

Lançado em 2001, The Metal Opera apresenta o Avantasia já com um time técnico de luxo e Tobias Sammet no comando criativo total, assinando vocais como Novice Gabriel, teclados, piano, orquestrações, letras e composição das faixas. A produção é dividida entre o próprio Tobias e Norman Meiritz, que também atua na engenharia, com Mikko Karmila responsável pela mixagem e Mika Jussila pela masterização, enquanto uma equipe de engenheiros adicionais como Ed Warrin, Dirk Schlächter, Sascha Paeth, Angelo Janotti, Oscar Holleman, Frank Tischer e Gilby Clarke ajuda a registrar vozes, guitarras e teclados em diferentes estúdios. A banda base traz Henjo Richter nas guitarras, Markus Grosskopf no baixo e Alex Holzwarth na bateria, e a identidade visual fica por conta da capa de Jean Pascal Fournier. Sobre essa estrutura técnica e de composição se apoia a primeira grande metal opera de Sammet, com uma sequência de faixas que vai das introduções instrumentais “Prelude”, “In Nomine Patris” e “A New Dimension” a momentos emblemáticos como “Reach Out for the Light”, “Serpents in Paradise”, “Breaking Away”, “Farewell”, “The Glory of Rome”, “Avantasia”, “Sign of the Cross”, “The Tower” e “The Final Sacrifice”, onde o conceito, o elenco de vocalistas convidados e o trabalho de produção já deixam claro o formato épico que definiria o nome Avantasia nos anos seguintes.

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2002 – Shaman – Ritual

Primeiro álbum da nova banda de Andre Matos pós Angra, Ritual leva o “padrão Gate Studios” para um conceito xamânico com forte acento brasileiro. Sascha Paeth assina produção, engenharia, mixagem e masterização, com o brasileiro Philip Colodetti como coprodutor e engenheiro, e Miro responsável por teclados, orquestrações e programação, formando o núcleo técnico que dá forma ao som grandioso e nítido do disco. A base ainda conta com produções adicionais de Ricardo Confessori e Marcus Viana, além de um amplo time de engenheiros como Thiago Bianchi, Evandro Lopes e outros nomes em gravações complementares. Na parte visual, Marc Klinnert, Rodrigo Cruz, Isabel de Amorim, Thomas Kuschewski e Torsten Fengler constroem a identidade gráfica em torno do conceito de capa idealizado pelo próprio Andre. Musicalmente, a abertura instrumental “Ancient Winds”, seguida por “Here I Am”, “Distant Thunder”, “For Tomorrow”, “Time Will Come”, “Over Your Head”, a balada “Fairy Tale” e faixas como “Blind Spell”, “Ritual” e “Pride” evidenciam a combinação de elementos étnicos, percussões brasileiras, instrumentos como quena, sampoña, charango, derbak e gaita de fole, coros e linhas vocais emotivas, tudo emoldurado por um trabalho de produção que soa grande, orgânico e ao mesmo tempo extremamente nítido.

Shaman Ritual

2002 – Avantasia – The Metal Opera Pt. II

Na continuação da fase The Metal Opera, em The Metal Opera Part II, o time técnico do Avantasia se repete e se refina: Tobias Sammet e Norman Meiritz assinam a produção, com Meiritz também responsável pela engenharia principal, enquanto Mikko Karmila cuida da mixagem e Mika Jussila da masterização, garantindo o som poderoso e polido característico dos grandes álbuns de power metal daquela época. A captura de vozes, guitarras e teclados é distribuída entre vários engenheiros adicionais, como Ed Warrin, Dirk Schlächter, Sascha Paeth, Angelo Janotti, Oscar Holleman, Frank Tischer e Gilby Clarke, cada um registrando sessões em estúdios diferentes e alimentando o mosaico final de áudio que Sammet e Karmila organizam na mix; visualmente, J P Fournier assina a capa, enquanto Alex Kuehr e Stefan Malzkorn cuidam da fotografia. Sobre essa base técnica se desenrolam faixas como “The Seven Angels”, “No Return”, “The Looking Glass”, “In Quest For”, “The Final Sacrifice”, “Neverland”, “Anywhere”, “Chalice Of Agony”, “Memory” e “Into The Unknown”, em que o conceito, o elenco de vocalistas convidados e a produção empurram ainda mais longe a ideia de metal opera épica inaugurada no primeiro disco.

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2002 – Rhapsody – Power Of The Dragonflame

Fechando a fase inicial da saga, Power Of The Dragonflame consolida de vez o nome de Sascha Paeth e Miro como referência absoluta no symphonic power metal: aqui, Sascha aparece creditado como produtor, engenheiro, baixista, guitarrista clássico, responsável pela mixagem e masterização, enquanto Miro segue na retaguarda de arranjos e estúdio, ao lado de Alex Staropoli e Luca Turilli, que assinam composição, programação de baixo, teclados, piano, cravo, arranjos orquestrais e guitarras – o coração musical do Rhapsody. A engenharia adicional fica a cargo de Olaf Reitmeier, com R. Limb Schnoor como produtor executivo, e o time ainda envolve nomes como Dominique Leurquin (guitarras), Johannes Monno (violão clássico) e Manuel Staropoli (flautas barrocas), além dos coros comandados por cantores como Bridget Fogle, Cinzia Rizzo, Oliver Hartmann e Robert Hunecke-Rizzo. Em faixas de destaque como “Knightrider Of Doom”, “Power Of The Dragonflame”, “The March Of The Swordmaster” e “Lamento Eroico”, essa combinação de composição, arranjo e trabalho de estúdio permite à banda empilhar coros, orquestra, narrativas e riffs velozes sem perder a clareza do conjunto, coroando a primeira grande fase da “cinematografia” sonora do grupo.

2003 – Kamelot – Epica

Primeira parte da famosa saga conceitual do Kamelot, Epica marca um ponto de virada na carreira da banda. Com produção de Sascha Paeth – que assina como produtor, engenheiro, guitarrista, responsável pela mixagem e masterização – ao lado do próprio Kamelot como compositor e artista principal, o álbum ainda conta com o brasileiro Philip Colodetti como engenheiro de som, além de Casey Grillo (bateria e engenharia), Glenn Barry (baixo), Thomas Youngblood (guitarra e vocais de apoio), Olaf Reitmeier (baixo acústico e engenharia), Gunter Werno (teclados), participações de Luca Turilli (guitarra), Andre Neygenfind (contrabaixo), Robert Hunecke-Rizzo (djembê e coro), as vozes adicionais de Mari e o coro de Annie e Cinzia Rizzo, com arte de capa de Derek Gores e design de layout de Marisa Jacobi. Faixas como “Center Of The Universe”, “Farewell”, “The Edge Of Paradise”, “Wander” e “Descent Of The Archangel” exemplificam o casamento entre narrativa, melodias marcantes e arranjos sinfônicos que prepararia o terreno, pouco depois, para o clássico The Black Halo.

Kamelot Epica

2003 – Epica – The Phantom Agony

Disco de estreia do Epica, The Phantom Agony é o “tijolo fundamental” da estética sinfônica da banda e tem seu núcleo técnico centrado em Sascha Paeth, creditado como produtor, engenheiro e responsável pela mixagem, ao lado de Olaf Reitmeier, que atua como engenheiro e editor, com participações em violão acústico, e de Robert Hunecke-Rizzo, encarregado dos arranjos orquestrais. Do lado da própria banda, Mark Jansen assina arranjos orquestrais, guitarras, screams e até “animal sounds”, enquanto Simone Simons aparece como mezzo-soprano e membro fixo, em diálogo com as guitarras de Ad Sluijter e o suporte sinfônico do Symphony Of Voices e dos músicos de cordas convidados. Em faixas de destaque como “Sensorium”, “Cry For The Moon”, “Feint” e a própria “The Phantom Agony”, essa equipe técnica e criativa define a fórmula que marcaria o Epica: camadas de coros, orquestra completa, vocais líricos e guturais sobre uma base pesada, com Paeth e Reitmeier garantindo que cada elemento encontre seu espaço na mix.

2003 – Aina – Days Of Rising Doom – The Metal Opera

Metal opera idealizada como um grande projeto de estúdio, Aina – Days Of Rising Doom tem seu núcleo técnico e criativo centrado em Sascha Paeth, Robert Hunecke-Rizzo e Amanda Somerville: Sascha assina arranjos, composição, engenharia de som, guitarras, mixagem e produção, enquanto Robert acumula funções de produtor, arranjador, engenheiro, multi-instrumentista, programação, mix e orquestrações, e Amanda surge creditada como compositora e peça-chave na construção da narrativa. A estrutura técnica se completa com Olaf Reitmeier na engenharia e edição, Hans Van Vuuren na produção executiva e coordenação, além de nomes de bastidor em edição, layout, ilustrações e traduções, formando uma equipe que trata cada faixa como um mini-filme em áudio: em “Revelations”, “Flight Of Torek”, “The Beast Within”, “Silver Maiden” e “Serendipity”, o trabalho de composição, arranjo e estúdio equilibra dezenas de vozes, coros, orquestra e banda em camadas, fazendo do álbum o verdadeiro “laboratório máximo” do estilo associado a Paeth e seu círculo.

Aina

Edguy, After Forever e a consolidação do som

2004 – After Forever – Invisible Circles

Em Invisible Circles, o After Forever assume o comando artístico como arranjador, compositor, produtor e artista principal, mas conta com um núcleo técnico de peso para dar forma ao conceito do álbum: Hans Pieters responde pela produção de áudio, engenharia e coprodução, enquanto Sascha Paeth entra como produtor de vocais e responsável pela mixagem, dividindo também esse trabalho com Sander Gommans, que além de guitarrista, solista e vocalista de apoio assina parte da mixagem. A base se completa com Hans Van Vuuren como produtor executivo, Peter Van ’t Riet na masterização e Cees Kieboom encarregado de arranjos de coro, teclados, piano e cordas, apoiado pelo uso de samples do Symphony Of Voices. Nesse contexto, faixas como “Digital Deceit”, “Sins Of Idealism”, “Beautiful Emptiness” e “Eccentric” mostram como o time técnico e criativo trabalha em sintonia para destacar a voz de Floor Jansen, os coros e os diálogos narrados em meio a guitarras pesadas e atmosfera dramática, aproximando a banda de vez do universo sinfônico/progressivo.

2004 – Edguy – Hellfire Club

Em Hellfire Club, o Edguy entra de vez na fase de som mais pesado, com cara de arena, e o bastidor técnico ajuda a explicar esse impacto: Sascha Paeth aparece como responsável pela gravação, ao lado de Norman Meiritz e do assistente Daniel Schindler, com Michael Schubert cuidando da gravação da orquestra, enquanto a mixagem fica nas mãos de Mikko Karmila e a masterização com Mika Jussila. As orquestrações levam a assinatura de Michael “Miro” Rodenberg, e a identidade visual é construída por Thomas Ewerhard e Jean Pascal Fournier, em capa e layout. Em faixas como “Mysteria”, “King Of Fools”, “We Don’t Need A Hero”, “Lavatory Love Machine” e a longa “The Piper Never Dies”, dá para sentir o resultado direto dessa combinação: guitarras enormes, bateria cheia e refrães gigantes pensados para funcionar ao vivo, com a mix abrindo espaço para os backing vocals característicos da banda.

Edguy – Hellfire Club

2005 – Epica – Consign To Oblivion

Com produção dividida entre Sascha Paeth e Olaf Reitmeier, Consign To Oblivion traz Paeth como produtor e responsável pela mixagem, Reitmeier na engenharia e também na produção, Miro cuidando dos arranjos orquestrais e da engenharia em faixas chave, e o brasileiro Philip Colodetti assinando simultaneamente mixagem e engenharia, o que coloca o Epica em outro patamar de qualidade sonora e ajuda a fixar a banda como um dos grandes nomes do metal sinfônico mundial. A equipe técnica se completa com Hans van Vuuren como produtor executivo e coordenador, Peter van ’t Riet e Sander van der Heide na masterização, Hanz Martens na engenharia do piano de cauda, Hans Pieters em funções de engenharia e produção em faixas bônus de reedições, além de Jaap Toorenaar e Gjalt Lucassen na tradução das letras em latim, e de Carsten Drescher e Gabor Nijenhuis na parte visual, com arte, conceito de capa, design e fotografia. Em faixas como “The Last Crusade (A New Age Dawns Parte I)”, “Solitary Ground”, “Quietus” e a faixa título “Consign To Oblivion”, o resultado desse trabalho conjunto aparece com clareza: coros, orquestra e vocais líricos e guturais convivem sobre uma base pesada, mas extremamente nítida e dinâmica.

2005 – Shaman – Reason

Segundo disco do Shaman, Reason traz Sascha Paeth à frente da parte técnica como produtor, engenheiro, responsável pela mixagem e masterização, em parceria direta com o brasileiro Philip Colodetti, que assina engenharia, masterização e coprodução, ajudando a dar ao álbum um som mais sombrio e moderno que Ritual, sem abrir mão do refinamento de arranjos vocais e dinâmica. O time se completa com Miro, encarregado dos arranjos e programações de teclados e orquestra, enquanto Eduardo Souza rege a orquestra e contribui com arranjos adicionais, apoiado por uma equipe ampla de engenheiros brasileiros formada por Eduardo Avellar, Evandro Lopes, Glenn Zolotar, Luizinho Mazzei e Ricardo Nagata. Na parte visual, Rodrigo Cruz e Andre Matos dividem a direção de arte, capa e design, reforçando o clima denso e introspectivo do disco. Em faixas como “Turn Away”, “Reason”, “Trail Of Tears”, “Innocence” e “Scarred Forever”, esse conjunto de produção, engenharia e arranjo se traduz em guitarras mais pesadas, uso de efeitos e ambientes mais escuros, sempre deixando espaço para melodias marcantes e interpretações emocionais de Andre Matos.

Shaman 2005 Reason

2005 – Kamelot – The Black Halo

Talvez o ápice da era Roy Khan, The Black Halo reúne um time de peso tanto na criação quanto na parte técnica: o Kamelot assina como compositor e artista principal, com Khan nos vocais e Thomas Youngblood como guitarrista, membro da banda e produtor executivo, ao lado de Casey Grillo (bateria, engenharia de som, membro do grupo) e Glenn Barry (baixo, membro do grupo), além de Andre Neygenfind no contrabaixo. Na produção, Sascha Paeth e Miro produzem, gravam e mixam o álbum, com Sascha ainda creditado em produção de áudio, guitarra, mixagem e masterização, ao lado de Olaf Reitmeier (engenharia e parte da mix), Jim Morris (engenheiro), Michael Tibes (masterização) e do brasileiro Philip Colodetti, que assina como engenheiro de som e mastering, lapidando cada detalhe. Completam o elenco os convidados Shagrath, Simone Simons, Cinzia Rizzo e Thomas Rettke, que ajudaram a construir um som denso, teatral e extremamente detalhado: em faixas como “March Of Mephisto”, “The Haunting (Somewhere In Time)”, “Soul Society”, “This Pain” e “Memento Mori”, o time equilibra orquestrações cinematográficas, coros, vocais convidados e a base da banda com uma clareza e profundidade que se tornariam referência definitiva para o metal sinfônico.

Kamelot – The Black Halo

2006 – Edguy – Rocket Ride

Agora com Sascha Paeth como produtor, engenheiro, responsável por gravação, mixagem e masterização, o Edguy em Rocket Ride se aproxima ainda mais de um hard/power com cara mainstream, sem perder peso. A parte técnica ainda conta com Philip Colodetti em gravação e engenharia, Olaf Reitmeier na engenharia adicional, Axel Hermann na arte de capa, Thomas Ewerhard no layout e Alex Kuehr na fotografia, enquanto o núcleo criativo da banda permanece com Tobias Sammet em vocais, letras e composição, Jens Ludwig nas guitarras solo e songwriting em faixas específicas, Dirk Sauer nas guitarras base, Tobias “Eggi” Exxel no baixo e Felix Bohnke na bateria. O resultado é um som encorpado, nítido e com pegada de arena, que ressalta a veia bem humorada do grupo em músicas como “Rocket Ride”, “Sacrifice”, “Superheroes”, “Matrix” e “Navigator”, todas com refrães colantes, guitarras cheias e uma bateria que empurra naturalmente as músicas para o palco.

Andre solo, Epica em alta, Avantasia renascido

2007 – Epica – The Divine Conspiracy

Produzido, gravado, mixado e masterizado por Sascha Paeth, The Divine Conspiracy é um divisor de águas na discografia do Epica, elevando a combinação de sinfônico com extremo a outro patamar. Paeth assume o comando técnico geral, com Miro Rodenberg assinando os arranjos orquestrais, Hanz Martens na engenharia do piano de cauda, Olaf Reitmeier, Ad Sluijter e Simon Oberender em tarefas de edição e engenharia, e Amanda Somerville contribuindo com engenharia e edição lírica, enquanto Jaap Toorenaar e Gjalt Lucassen cuidam das traduções para o latim. A parte visual fica nas mãos de Mattias Norén, responsável por direção de arte e design. Em faixas como “The Obsessive Devotion”, “Never Enough”, “Chasing The Dragon” e “The Divine Conspiracy”, o resultado desse time se traduz em coros massivos, orquestra com clima de cinema e guitarras muito pesadas, sempre organizadas em uma mix que não deixa nenhuma camada se perder.

2007 – Andre Matos – Time To Be Free

Debut solo do maestro, Time To Be Free é produzido por Roy Z e Sascha Paeth, com Sascha também responsável pela mixagem e Miro assinando a masterização. Roy Z acumula funções de produtor, engenheiro, assistência e supervisão, enquanto a pré produção fica a cargo de Pit Passarell, e uma verdadeira tropa de engenheiros brasileiros e parceiros de estúdio entra em cena em funções adicionais e de assistência, como Ale Souza, Marcos Yukio, Simon Oberender, Hugo Mariutti, Amanda Somerville, Evandro Lopes, Guilherme Canaes, André Cortada, Conrado Vidal e Ronaldo Davini. O álbum une a linhagem Angra e Shaman a uma abordagem mais solta e autobiográfica, e em faixas como “Letting Go”, “Time To Be Free”, “Rio”, “How Long (Unleashed Away)” e “Endeavour” dá para perceber o cuidado de Sascha em abrir espaço para o piano e a voz de Andre sem sacrificar o peso das guitarras e da bateria, tudo amarrado pelo acabamento de master de Miro.

Andre Matos

2008 – Avantasia – The Scarecrow

Em The Scarecrow, o Avantasia vive seu “renascimento” em grande escala com Tobias Sammet e Sascha Paeth na produção, Tobias ainda como vocalista, baixista, compositor principal e tecladista em faixas específicas, e Paeth acumulando mixagem, masterização e guitarras base e solo, enquanto Michael “Miro” Rodenberg assina masterização, teclados e orquestrações em várias músicas, dando ao disco o acabamento épico que o consagrou. A engenharia de som ganha reforço de Olaf Reitmeier e Simon Oberender em sessões adicionais, com Thomas Ewerhard responsável por capa e layout, Alex Kuehr na fotografia e Makoto Wada nos textos de encarte. Em faixas como “Twisted Mind”, “The Scarecrow”, “Shelter From The Rain”, “Cry Just A Little” e “Lost In Space”, tudo é pensado para arenas: vocais múltiplos, camadas de coros, riffs marcantes e uma ambiência grandiosa que acabou rendendo inclusive prêmio da associação de engenheiros de som alemã a Paeth e definiu o padrão sonoro do Avantasia a partir dali.

Avantasia – The Scarecrow

2009 – Epica – Design Your Universe

Produzido, gravado e mixado por Sascha Paeth, Design Your Universe é frequentemente citado como um dos trabalhos mais impressionantes do Epica em termos de peso e clareza, com Miro Rodenberg cuidando da masterização e dos arranjos orquestrais na maior parte das faixas e formando o eixo central da parte técnica. Paeth ainda assina letras ao lado de Amanda Somerville, que também contribui em edição e engenharia, enquanto Olaf Reitmeier e Simon Oberender reforçam a equipe em edição e engenharia, com Yves Huts, Joost van den Broek e Isaac Delahaye respondendo, respectivamente, pela captação de baixo, piano e guitarras. As traduções de letras em latim ficam a cargo de Jaap Toorenaar e Gjalt Lucassen, os arranjos orquestrais de “Tides Of Time” contam com participação de Brian Reese, e o coro é regido por Coen Janssen, enquanto a identidade visual leva a assinatura de Stefan Heilemann em arte, capa, direção de arte, design e fotografia, com registros adicionais de imagem feitos por Simone Simons. Sobre essa base técnica se desenrola um repertório que vai do prelúdio “Samadhi” a peças centrais como “Resign To Surrender (A New Age Dawns Part IV)”, “Unleashed”, “Martyr Of The Free Word”, “Kingdom Of Heaven (A New Age Dawns Part V)” e a faixa título “Design Your Universe (A New Age Dawns Part VI)”, além de momentos como “Our Destiny”, “Burn To A Cinder”, “Tides Of Time”, “Semblance Of Liberty” e “White Waters”, onde riffs extremos, vocais guturais e líricos, coros e orquestra são empilhados sem que a mix perca definição, mantendo o som pesado, nítido e extremamente dinâmico.

2009 – Andre Matos – Mentalize

Segundo álbum solo de Andre, Mentalize traz Sascha Paeth como produtor, engenheiro e responsável pela mixagem, com Miro Rodenberg cuidando da masterização e dos arranjos de coro, orquestra e teclados, reforçando a parceria que já vinha dos trabalhos anteriores. A base técnica ainda conta com Fabio Ribeiro, Hugo Mariutti e Ale Souza na pré produção e engenharia, além de Adonias Souza Jr, André Cortada, Marcos Yukio e Simon Oberender em funções de engenharia de som, com Ronaldo Davini na assistência de engenharia. Amanda Somerville contribui na engenharia e nas letras, enquanto Corciolli aparece como coprodutor e responsável, ao lado do próprio Andre, pelo design, e Derian Fleury assina arte e design. O resultado é um disco mais direto e pesado, com guitarras mais secas e uma pegada moderna, mas ainda muito cuidadoso nos arranjos vocais e na dinâmica. Em faixas como “Leading On!”, “I Will Return”, “Mentalize”, “Back To You” e “Violence”, esse time técnico sustenta um Andre mais agressivo em vários momentos, sem abrir mão da clareza e do refinamento que marcam a assinatura de Sascha e Miro.

2010 – Avantasia – The Wicked Symphony e Angel Of Babylon

Parte da chamada “Wicked Trilogy”, The Wicked Symphony e Angel Of Babylon contam com Tobias Sammet e Sascha Paeth na produção, com Paeth ainda responsável pela mixagem, enquanto Michael “Miro” Rodenberg assina a masterização e segue como espinha dorsal de teclados e orquestrações. A engenharia de som ganha reforço de Olaf Reitmeier e Simon Oberender em sessões adicionais, e a parte visual fica nas mãos de Thomas Ewerhard, em capa e layout, com Alex Kuehr na fotografia. Em The Wicked Symphony, faixas como “The Wicked Symphony”, “Wastelands”, “Scales Of Justice” e “Dying For An Angel” mostram o lado mais grandioso e melódico do projeto, com camadas de vozes e arranjos sinfônicos tratados em estúdio para soar como uma grande ópera de arena. Já em Angel Of Babylon, músicas como “Angel Of Babylon”, “Stargazers”, “Death Is Just A Feeling” e “Promised Land” reforçam a ideia de metal opera em escala cinematográfica, com a dupla Sammet e Paeth mantendo tudo coeso na produção apesar do elenco enorme de convidados.

2010 – Kamelot – Poetry For The Poisoned

Produzido por Sascha Paeth e Miro, Poetry For The Poisoned mostra o Kamelot em sua fase mais sombria e experimental, com Paeth assinando produção, gravação, mixagem, masterização e guitarras adicionais e Miro acumulando produção, engenharia, teclados adicionais e orquestrações, ao lado de Roy Khan, que também aparece creditado como produtor. A equipe técnica e artística se completa com um time de vozes de apoio e convidados, como Robert Hunecke Rizzo, Simon Oberender, Thomas Rettke, Amanda Somerville, Cloudy Yang e participações especiais de Jon Oliva, Gus G., Bjorn “Speed” Strid, Chanty Wunder e Simone Simons, enquanto a parte visual fica por conta de Seth Siro Anton na capa e artes, com trabalhos adicionais de Michał “Xaay” Loranc, Natalie Shau, Alexandra Dekimpe e Rachel Youngblood. O resultado é um álbum que explora climas quase góticos e progressivos em faixas como “The Great Pandemonium”, “If Tomorrow Came”, “House On A Hill”, “Hunter’s Season” e a suíte “Poetry For The Poisoned”, sempre com a produção equilibrando texturas atmosféricas, peso e a interpretação dramática dos vocais.

Kamelot 2.0, Avantasia em arenas, nova vaga sinfônica

2012 – Kamelot – Silverthorn

Primeiro álbum com Tommy Karevik nos vocais, Silverthorn é produzido por Sascha Paeth e Miro, que assumem a produção, engenharia e mixagem e garantem a continuidade do padrão sonoro da era Roy Khan com uma nova voz à frente. Paeth ainda contribui com guitarras adicionais e vocais agressivos em “Sacrimony (Angel Of Afterlife)”, enquanto Miro assina teclados e orquestrações em faixas como “Sacrimony (Angel Of Afterlife)”, “Ashes To Ashes”, “Torn”, “Veritas” e “Falling Like The Fahrenheit”. A equipe técnica inclui Simon Oberender em masterização e engenharia, Olaf Reitmeier, Jim Morris, Michelle Holtkamp e Johan Larsson na engenharia de som, Kai Schumacher na produção e gravação das cordas em algumas faixas, Luca Turilli como consultor de latim e Amanda Somerville na história conceitual, com Stefan Heilemann assinando a capa. Em músicas como “Sacrimony (Angel Of Afterlife)”, “Ashes To Ashes”, “Song For Jolee” e “Falling Like The Fahrenheit”, o resultado desse time aparece em guitarras afiadas, orquestrações ricas e uma mix consistente, que sustenta o clima sombrio e dramático da nova fase do Kamelot.

2013 – Avantasia – The Mystery Of Time

Álbum conceitual que consagra o Avantasia como banda de turnê mundial, The Mystery Of Time é produzido por Tobias Sammet e Sascha Paeth, com Paeth ainda assinando gravação, mixagem e masterização, enquanto Miro Rodenberg cuida da masterização e segue no centro dos arranjos sinfônicos. As sessões de estúdio se espalham por vários locais, com Ole Reitmeier e Simon Oberender em gravações adicionais, Matt Cohen, Ben Hampson, Jacob Hansen, Sheena Sear, Tom Lewandowski e Jeremy Rubolino registrando, respectivamente, vocais de convidados como Eric Martin, Biff Byford, Ronnie Atkins, Bob Catley, Joe Lynn Turner e as guitarras de Bruce Kulick. A orquestra é conduzida por Günter Joseck, enquanto a identidade visual combina a arte de capa criada por Rodney Matthews, o design e layout de Thomas Ewerhard e as fotos de Alex Kuehr e Friso Gentsch. Sobre essa base técnica e artística se desenrolam faixas como “Spectres”, “The Watchmakers’ Dream”, “Black Orchid”, “Where Clock Hands Freeze”, “Sleepwalking”, “Savior In The Clockwork”, “Invoke The Machine”, “What’s Left Of Me”, “Dweller In A Dream” e “The Great Mystery”, em que Sammet e Paeth equilibram dezenas de vozes, camadas instrumentais e orquestrais sem perder o foco nas melodias centrais, reforçando o caráter teatral e cinematográfico da obra.

2015 – Beyond The Black – Songs Of Love And Death

Debut da banda alemã de metal sinfônico moderno, Songs Of Love And Death tem sua base sonora construída por Hardy Krech e Mark Nissen, que produzem, gravam e mixam a maior parte das faixas, com participações de Thorsten Brötzmann e Ivo Moring em temas mais voltados ao pop, enquanto Sascha Paeth entra como produtor em “Songs Of Love And Death”, “Lost In Forever”, “Love Me Forever” e “Running To The Edge”, trazendo seu know how para aproximar o som do mainstream sem perder peso nem clareza, e Michael “Miro” Rodenberg assina a masterização que amarra tudo em um mesmo padrão de impacto. O resultado aparece em músicas como “In The Shadows”, “Songs Of Love And Death”, “Unbroken”, “When Angels Fall” e “Running To The Edge”, que combinam refrães radiofônicos, letras com foco emocional e arranjos sinfônicos envolventes, dando à estreia do grupo um acabamento de alto nível, com cara de grande lançamento internacional desde o primeiro play.

2016 – Avantasia – Ghostlights

Mais um capítulo da parceria Sammet/Paeth/Miro, com produção de Sascha e arranjos sinfônicos de Miro em um disco claramente pensado para grandes palcos e festivais. Faixas como “Mystery Of A Blood Red Rose”, “Ghostlights”, “Draconian Love”, “Master Of The Pendulum” e “Let The Storm Descend Upon You” exploram diferentes vertentes do metal melódico, sempre com a mesma assinatura de mix expansiva e cinematográfica.

2016 – Beyond The Black – Lost In Forever

Em Lost In Forever, Beyond The Black dá um passo além na consolidação do nome dentro da nova geração sinfônica, com Sascha Paeth atuando como produtor, engenheiro, responsável pela mixagem e ainda coautor em faixas como “Beautiful Lies”, “Against The World” e “Beyond The Mirror”, assinando também letra em “Against The World”. Ele se soma ao núcleo formado por Hardy Krech, Mark Nissen e Hannes Braun, que produzem, gravam, mixam e compõem boa parte do repertório, enquanto Thorsten Brötzmann e Ivo Moring assumem a produção de temas de apelo mais pop e radiofônico, dividindo composição e letras em várias faixas. A masterização fica a cargo de Sascha “Busy” Bühren, o design é assinado pela Buntmetall e a fotografia por Christian Barz, com letras e composições ainda reforçadas por nomes como Lukas Hainer, Anna Brunner, Ande Braun, Andreas Schnitzer, Jim Müller, Steffen Haile, Dave Roth e Charlie Mason; Miro Rodenberg ainda aparece nos teclados de “Beyond The Mirror”. O resultado se traduz em faixas como “Lost In Forever”, “Beautiful Lies”, “Shine And Shade”, “Against The World” e “Beyond The Mirror”, que reforçam a combinação de peso moderado, refrães fortes e um verniz moderno de produção que coloca a banda no eixo principal do metal sinfônico atual.

Beyond The Black – Lost In Forever

Seven Spires, novos nomes e continuidade

2017 – Seven Spires – Solveig

Álbum conceitual de metal teatral, Solveig tem sua sonoridade moldada por um núcleo técnico bem definido: Miro Rodenberg e Sascha Paeth assinam a mixagem e masterização, com Sascha ainda creditado pela gravação de vocais na faixa 10, enquanto Jack Kosto aparece como produtor, engenheiro de guitarras e baixo e compositor em várias músicas, ao lado de Adrienne Cowan, que também assume a produção e engenharia de vocais, e de Peter de Reyna, responsável pela engenharia de guitarras e baixo. A parte visual fica nas mãos da Black Ray Photography, que cuida de arte, design e fotos. Musicalmente, Solveig alterna interlúdios e canções completas, com destaques como “The Cabaret Of Dreams”, “Choices”, “Closure”, “100 Days”, “Distant Lights” e “Burn”, em que o trabalho de mix da dupla Miro e Sascha mantém o equilíbrio entre vocais extremos, passagens líricas, teclados e guitarras em um clima quase de musical, exatamente como a banda costuma creditar ao “gênio de mix e master” da dupla.

2018 – Kamelot – The Shadow Theory

Produzido, gravado e mixado por Sascha Paeth, The Shadow Theory mantém a linha moderna iniciada em Silverthorn e Haven, agora com timbres claramente atualizados para a era do streaming e uma pitada mais eletrônica e industrial em vários momentos. A masterização fica a cargo de Jacob Hansen, enquanto Miro Rodenberg, Arne Wiegand, Olaf Reitmeier, Thomas Youngblood, Oliver Palotai e Logan Mader contribuem em funções de engenharia e edição adicionais, refinando guitarras, teclados, bases e texturas eletrônicas. A identidade visual é assinada por Stefan Heilemann nas artes e por Tim Tronckoe na fotografia. Em faixas como “Phantom Divine (Shadow Empire)”, “RavenLight”, “Amnesiac”, “Kevlar Skin” e “Stories Unheard”, esse time técnico sustenta um Kamelot mais eletrônico e industrial em alguns trechos, mas ainda ancorado no refinamento sinfônico e dramático que caracteriza a parceria entre Paeth, Miro e a banda.

2019 – Avantasia – Moonglow

Em Moonglow, Tobias Sammet, Sascha Paeth e Michael “Miro” Rodenberg seguem à risca a fórmula da metal opera grandiosa, agora com um time técnico igualmente robusto: Tobias e Sascha assinam a produção, com Paeth ainda responsável pela mixagem, enquanto Michael Rodenberg cuida da masterização, garantindo o acabamento épico do álbum. A engenharia de som é reforçada por uma série de nomes em sessões adicionais, como Jacob Hansen, Jon Arbuckle, Marc Görtz, Matt Cohen, Ole Reitmeier, Sheena Sear e Thomas Geiger, ajudando a registrar e lapidar as diferentes camadas de instrumentos e vozes. A parte visual fica nas mãos de Alexander Jansson, responsável por capa e arte, e de Thomas Ewerhard, no design. O resultado aparece em cheio em músicas como “Ghost In The Moon”, “Moonglow”, “The Raven Child”, “Lavender” e “Requiem For A Dream”, que entregam tudo que o fã espera: clima cinematográfico, grandes refrães, arranjos orquestrais ricos e uma mix aberta, pensada para soar gigantesca ao vivo.

2019 – Sascha Paeth’s Masters Of Ceremony – Signs Of Wings

Projeto próprio de Sascha, Signs Of Wings funciona quase como um cartão de visitas definitivo do que ele gosta de fazer quando está no comando total do som: Sascha Paeth assina produção, engenharia, mixagem e masterização, com Miro reforçando a etapa de master, enquanto a parte visual fica nas mãos de Alan Penn Berkeley (capa, arte e layout), Emilie Paeth (design) e Martin Huch (fotografia. Musicalmente, faixas como “The Time Has Come”, “Die Just A Little”, “Radar”, “Where Would It Be”, “My Anarchy”, “Wide Awake”, “The Path”, “Sick”, “Weight Of The World”, “Bound In Vertigo” e “Signs Of Wings” misturam hard, power e pitadas de prog com a mesma precisão de timbres, equilíbrio de camadas e impacto que Sascha aplica nos discos de outros artistas, mas aqui inteiramente a serviço da própria visão artística.

2020 – Seven Spires – Emerald Seas

Segundo álbum da banda norte americana, Emerald Seas traz novamente Sascha Paeth responsável pela mixagem e Miro Rodenberg pela masterização, reforçando a dupla como referência também para a geração mais nova do metal progressivo e sinfônico de pegada teatral. A equipe técnica se completa com Jack Kosto, que assina produção e engenharia de guitarras, baixo e vocais, Anthony Lusk Simone na engenharia de bateria, a arte de capa de Junki Sakuraba e o trabalho visual adicional da Black Ray Photography, em arte e design. Em faixas como “Ghost Of A Dream”, “Every Crest”, “Succumb”, “Drowner Of Worlds” e “Emerald Seas Overture”, essa combinação de produção e engenharia equilibra narrativas épicas, vocais versáteis e uma base instrumental cheia de detalhes, mas sempre coesa e fácil de acompanhar.

Seven Spires – Emerald Seas

Nova fase e retornos

2022 – Shaman – Rescue

Retorno ao universo Shaman, Rescue traz Sascha Paeth novamente no comando da parte técnica, assinando produção, gravação, mixagem e masterização, além de participar como músico e reconectar diretamente o som da banda ao legado de Ritual em plena década de 2020. A engenharia de áudio é reforçada por Conrado Ruther, Guilherme Canaes, Hugo Mariutti, Rodrigo Oliveira e Pedro Migliari em gravações adicionais, enquanto a identidade visual fica a cargo de Carlos Fides, responsável pela arte. Em faixas como “Time Is Running Out”, “The I Inside”, “Where Are You Now?”, “Gone Too Soon” e “Brand New Me”, esse time entrega uma produção que combina som moderno, pesado e brilhante com o clima emocional e épico que sempre marcou o Shaman.

Shaman – Rescue

2025 – Avantasia – Here Be Dragons

Décimo álbum de estúdio do Avantasia, Here Be Dragons representa a fase mais recente da parceria Tobias Sammet / Sascha Paeth / Miro, com produção grandiosa, foco em refrães de arena e o metal opera já totalmente consolidado. Produzido por Sammet e Paeth, com Miro nas orquestrações e teclados, o disco mistura power metal, hard melódico e sinfônico, reunindo lendas e novos nomes em faixas que parecem pensadas para grandes palcos. Destaques ficam para a abertura teatral “Creepshow”, a épica faixa-título “Here Be Dragons”, o power melodioso de “The Moorlands At Twilight”, o clima kamelotiano de “The Witch”, o apelo imediato de “Against The Wind” e o encerramento emotivo de “Everybody’s Here Until The End”, onde a produção de Paeth e as camadas orquestrais de Miro amarram todas as pontas do universo Avantasia.

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