RESENHA: THE HAUNTED – Songs Of Last Resort (2025)

15/10/2025 // Home  »  DestaqueNotíciasResenha de Discos   »   RESENHA: THE HAUNTED – Songs Of Last Resort (2025)

Texto por Thiago Rahal Mauro
Gravadora: Shinigami Records/Century Media Records
Compre no Brasil: https://www.lojashinigamirecords.com.br/p-9503089-The-Haunted—Songs-Of-Last-Resort

Thehauntedsongs

Minhas primeiras impressões ao ouvir “Songs of Last Resort” foram de um thrash metal intenso e direto, mas com uma sonoridade moderna, especialmente perceptível nos timbres de guitarra. O som é limpo, preciso e pesado, com uma produção que equilibra agressividade e clareza. O The Haunted sempre foi conhecido por unir técnica e brutalidade, e aqui confirma que é possível atualizar o estilo sem perder identidade. Há uma energia renovada, como se a banda tivesse reencontrado o ponto exato entre o passado e o presente.

O The Haunted é um nome consolidado do metal sueco e passou por diferentes fases, da fúria thrash dos primeiros discos às incursões mais melódicas e sombrias de The Dead Eye e Unseen, que dividiram opiniões. Sete anos após Strength in Numbers, o grupo retorna com um álbum que soa como uma reafirmação de princípios. Songs of Last Resort é pesado, direto e bem estruturado, refletindo uma banda segura do que quer transmitir.

Logo nas primeiras faixas, “Warhead” e “In Fire Reborn”, o grupo demonstra vitalidade. São músicas rápidas, com riffs cortantes e vocais cheios de convicção de Marco Aro, que entrega uma performance sólida e furiosa. Em “Death to the Crown”, o The Haunted insere texturas mais sombrias e teclados sutis, sem perder o peso, enquanto “Unbound” traz uma combinação de groove e agressividade que lembra a fase clássica da banda, com destaque para o solo preciso de Ola Englund.

O álbum mantém uma sequência consistente, alternando momentos de pura velocidade e passagens mais controladas. “Hell is Wasted on the Dead” é um dos pontos altos, provavelmente a faixa mais agressiva do trabalho, enquanto “Through the Fire” reforça a sensação de urgência e dinamismo. Tudo soa bem ajustado, o instrumental é coeso, a produção favorece o impacto e a banda parece confortável com o formato direto e sem excessos.

O conceito do álbum, inspirado nas “cartas de último recurso” escritas pelo primeiro-ministro britânico aos comandantes de submarinos nucleares, adiciona uma camada interessante. A ideia de destruição e responsabilidade permeia letras e atmosferas, especialmente em faixas como “Collateral Carnage” e “Labyrinth of Lies”, que mostram um The Haunted mais reflexivo, sem abrir mão da intensidade.

O encerramento com “Letters of Last Resort” reforça esse caráter conceitual, utilizando narração e elementos de som ambiente para criar um clima quase cinematográfico. É um final coerente para um disco que trata de temas sombrios com maturidade e peso.

Sem recorrer a exageros, Songs of Last Resort mostra o The Haunted em excelente forma. O disco é forte, direto e atual, com uma produção que valoriza tanto o lado técnico quanto o emocional. Depois de quase três décadas de carreira, o grupo comprova que ainda tem muito a dizer, e o faz com convicção e consistência.

TRACKLIST

1. Warhead
2. In Fire Reborn
3. Death to the Crown
4. To Bleed Out
5. Unbound
6. Hell is Wasted on the Dead
7. Through the Fire
8. Collateral Carnage
9. Blood Clots
10. Salvation Recalled
11. Labyrinth of Lies
12. Letters of Last Resort

FORMAÇÃO

Jonas Björler – Baixo, Backing Vocals
Adrian Erlandsson – Bateria
Patrik Jensen – Guitarra
Marco Aro – Vocal
Ola Englund – Guitarra





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