RESENHA: GIANT – Stand and Deliver (2025)

13/10/2025 // Home  »  DestaqueNotíciasResenha de Discos   »   RESENHA: GIANT – Stand and Deliver (2025)

Texto por Thiago Rahal Mauro
Gravadora: Frontiers Records/Shinigami Records
Compre no Brasil: https://www.lojashinigamirecords.com.br/p-9502648-Giant—Stand-And-Deliver

Giant – Stand And Deliver

O Giant retorna com Stand and Deliver, um novo capítulo na sua trajetória, que mantém o espírito do hard rock melódico clássico, mas com uma sonoridade atualizada. A nova formação, com Kent Hilli (Perfect Plan) nos vocais e Jimmy Westerlund (One Desire) nas guitarras, se une aos membros originais David Huff (bateria) e Mike Brignardello (baixo), trazendo uma proposta que respeita o passado da banda, mas busca uma produção mais moderna e direta. O álbum, lançado pela Frontiers Music no mundo e no Brasil pela Shinigami Records, foi produzido por Westerlund em parceria com Alessandro Del Vecchio, que também contribui nos teclados.

Com 11 faixas em pouco menos de 50 minutos, Stand and Deliver segue a tradição do Giant em combinar melodias acessíveis com arranjos bem construídos. A abertura, “It’s Not Right”, apresenta riffs energéticos e um refrão que remete ao estilo AOR que consolidou a banda no fim dos anos 80. Em “A Night to Remember”, a influência do rock melódico escandinavo aparece de forma mais evidente, resultado do toque de Hilli e Westerlund, que trazem um frescor à sonoridade.

“Hold the Night” e “I Will Believe” mantêm o equilíbrio entre peso e melodia, com boas linhas vocais e guitarras limpas. Já “Beggars Can’t Be Choosers” e “It Ain’t Over Till It’s Over” apresentam um ritmo mais direto e refrões simples, reforçando o caráter acessível do disco. A faixa-título, “Stand and Deliver”, é uma das mais representativas do álbum, com refrão marcante e boa performance instrumental — um resumo eficiente da proposta do novo Giant.

Três músicas assinadas por Dann Huff, fundador e ex-guitarrista da banda, aparecem aqui e ajudam a criar uma ponte com o passado. “Time to Call It Love”, escrita em parceria com o falecido Mark Spiro, é uma balada melódica típica do estilo AOR. “Holdin’ On for Dear Life” e “Paradise Found”, compostas originalmente nas sessões de Dann com Van Stephenson, também reforçam a conexão com o som clássico de Time to Burn (1991). São faixas bem produzidas e de fácil assimilação, que se destacam pela estrutura tradicional e pelo bom aproveitamento dos arranjos vocais.

O encerramento com “Pleasure Dome” mantém o nível geral do álbum, com um refrão bem construído e bom trabalho de guitarra. No conjunto, o disco apresenta consistência e uma produção cuidadosa, ainda que sem grandes surpresas. Kent Hilli cumpre bem o papel de vocalista, com interpretação sólida e técnica segura, e Westerlund adiciona um toque contemporâneo nas guitarras, sem romper com o estilo característico da banda.

Stand and Deliver não é um trabalho que busca reinventar o Giant, mas sim reafirmar a sua identidade. A sonoridade é polida, os arranjos são eficientes e o resultado final mantém o equilíbrio entre o passado e o presente. É um disco que deve agradar aos fãs de AOR e hard rock melódico, especialmente aqueles que valorizam produções bem acabadas e fiéis às raízes do gênero.

Tracklist:

It’s Not Right
A Night to Remember
Hold the Night
I Will Believe
Beggars Can’t Be Choosers
It Ain’t Over Till It’s Over
Stand and Deliver
Time to Call It Love
Holdin’ On for Dear Life
Paradise Found
Pleasure Dome

Formação:
Kent Hilli – vocal
Jimmy Westerlund – guitarras
Mike Brignardello – baixo
David Huff – bateria
Alessandro Del Vecchio – teclados





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