Ralf Scheepers mantém firmeza no Primal Fear após mudanças na formação

12/09/2025 // Home  »  DestaqueNotícias   »   Ralf Scheepers mantém firmeza no Primal Fear após mudanças na formação

Primal Fear

Primal Fear

Vocalista destaca lealdade à banda e parceria com Mat Sinner em fase de renovação.

O cantor Ralf Scheepers falou ao jornalista David E. Gehlke, em entrevista ao site Blabbermouth.net, sobre como o Primal Fear superou a saída de três integrantes em 2023 e encontrou novo fôlego com o álbum Domination. Apesar do choque inicial com as partidas dos guitarristas Tom Naumann e Alex Beyrodt e do baterista Michael Ehré, Scheepers reforçou que abandonar a banda nunca esteve em questão. “Tenho o Primal Fear no braço e no coração, então decidi continuar ao lado do meu amigo Mat Sinner”, afirmou.

O vocalista relembrou que a saída repentina de parte do line-up foi um momento difícil. Ele destacou que os laços de amizade e convivência criados durante as turnês tornaram a separação ainda mais dolorosa. “Quando você está em turnê, cria uma sensação de família. Por isso foi tão duro ver integrantes partirem e até mesmo brigas internas surgirem”, contou. Apesar disso, Scheepers preferiu não alimentar disputas públicas, afirmando que expor mágoas apenas cria “perdedores dos dois lados”.

A decisão de permanecer com Sinner foi natural, já que ambos fundaram o Primal Fear em 1997 após a saída de Scheepers do Gamma Ray. Desde então, a dupla se consolidou como a espinha dorsal da banda. “Sempre tivemos uma grande equipe de compositores. Magnus Karlsson também desempenhou um papel fundamental. O núcleo criativo sempre esteve ali, e isso nos deu força para seguir em frente”, afirmou.

O retorno de Mat Sinner após grave problema de saúde

Outro desafio recente foi o estado de saúde de Mat Sinner. Em 2021, o baixista sofreu complicações após uma reação adversa à vacina contra a COVID-19, o que o deixou hospitalizado por oito meses. Scheepers recordou os momentos de incerteza: “Visitei-o no hospital e tive lágrimas nos olhos. Ninguém sabia se ele voltaria a andar, quanto mais a tocar novamente. Foi um milagre vê-lo de volta ao palco.”

O retorno gradual aconteceu em 2023, durante a turnê do álbum Code Red, e culminou com sua plena recuperação para o lançamento de Domination. Para Scheepers, o reencontro no palco foi uma das experiências mais emocionantes de sua carreira: “Estar ao lado dele novamente foi incrível. Claro que ele não pula mais como quando tinha 35 anos, mas sua força e foco permanecem intactos.”

Uma nova energia no palco

A reformulação da formação trouxe novos ares ao Primal Fear. A entrada da guitarrista Thalia Bellazecca e do baterista André Hilgers foi recebida com entusiasmo por Scheepers. Ele destacou a importância da jovem guitarrista italiana: “Thalia trouxe sangue novo e energia. Ver sua performance ao vivo é um verdadeiro upgrade para a banda. Ela ainda não participou das composições de Domination porque entrou mais tarde, mas já imprimiu sua marca nos solos. No próximo álbum, com certeza contribuirá também como compositora.”

Hilgers, por sua vez, já fez diferença no processo criativo, substituindo as linhas programadas de bateria por uma pegada orgânica e poderosa. “A pré-produção soava bem, mas quando André gravou as baterias reais, tudo mudou. O som ganhou vida de verdade”, relatou o vocalista.

A força criativa de Domination

Lançado como sucessor de Code Red, o álbum Domination reafirma a identidade do Primal Fear: riffs pesados, refrões épicos e a voz marcante de Scheepers, um dos vocalistas mais respeitados do metal europeu. O processo de composição, segundo ele, foi dividido principalmente entre Mat, Magnus e ele próprio, com trocas de arquivos e ideias à distância, mas sempre mantendo a essência tradicional da banda.

Entre as faixas, Scheepers destacou “I Am The Primal Fear”, que traz o nome da banda em evidência. “É quase uma declaração de resistência, uma forma de dizer que, aconteça o que acontecer, estamos aqui”, explicou. Outro destaque é a canção de encerramento, A Tune I Won’t Forget, marcada por clima intimista e arranjos de violoncelo. “Foi uma daquelas músicas que simplesmente pediam para ser gravadas de madrugada. A emoção falou mais alto”, disse.

Olhando para trás, mas focado no futuro

Scheepers também refletiu sobre a trajetória da banda desde o álbum de estreia, lançado em 1997. O trabalho abriu portas no Japão e rapidamente ganhou repercussão na Europa, conquistando um lugar nas paradas alemãs. “Nunca pensamos em vender discos por números, sempre fizemos o que estava em nosso sangue. Talvez seja por isso que conseguimos manter a consistência ao longo dos anos”, avaliou.

Mesmo após crises internas e problemas de saúde, o vocalista garante que o Primal Fear segue mais vivo do que nunca. “Houve momentos difíceis, mas sempre encontramos uma forma de continuar. Não olho para trás com arrependimentos. A cada passo, a escada da carreira continua subindo. O importante é manter a gratidão e o foco no que amamos: o heavy metal.”

Ouça “Domination”:

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