
Ozzy Osbourne no show de despedida do Black Sabbath – Crédito: Instagram / Ozzy Osbourne
Ícone do heavy metal e vocalista do Black Sabbath teve também carreira solo brilhante e influência imensurável na cultura pop
Ozzy Osbourne, um dos maiores nomes da história do rock, morreu nesta terça-feira (22) aos 76 anos, conforme informações divulgadas pelo site G1 e por veículos internacionais. A causa da morte não foi revelada, mas o músico vinha enfrentando sérios problemas de saúde nos últimos anos, incluindo o diagnóstico de Parkinson, complicações ortopédicas e uma série de cirurgias que o afastaram dos palcos.
Conhecido como “Príncipe das Trevas”, Ozzy foi vocalista original do Black Sabbath, banda que ajudou a fundar no final dos anos 1960 e que moldou os pilares do heavy metal com álbuns históricos como Paranoid, Master of Reality e Black Sabbath. Com sua voz única e presença de palco inconfundível, ele influenciou incontáveis gerações de músicos. Em 1979, após ser demitido da banda, iniciou uma carreira solo de enorme sucesso, consolidando seu nome como um dos maiores frontmen do rock.
Seu primeiro álbum solo, Blizzard of Ozz (1980), foi um sucesso imediato, com clássicos como “Crazy Train” e “Mr. Crowley”, e revelou ao mundo o talento do jovem guitarrista Randy Rhoads. O disco seguinte, Diary of a Madman (1981), reforçou o prestígio artístico de Ozzy. A morte trágica de Rhoads em 1982 foi um baque, mas não paralisou sua trajetória: Ozzy seguiu firme e lançou discos marcantes nos anos seguintes, como Bark at the Moon (1983) e No Rest for the Wicked (1988), este último com Zakk Wylde na guitarra.
Nos anos 1990, ele viveu um dos pontos altos da carreira com o álbum No More Tears (1991), que trouxe hits como “Mama, I’m Coming Home” e rendeu novos públicos. Durante a década, criou o festival Ozzfest ao lado da esposa e empresária Sharon Osbourne, projetando bandas como Slipknot, Korn e System of a Down, e firmando seu papel de mentor da nova geração do metal.
A virada dos anos 2000 trouxe ainda mais visibilidade com o reality show The Osbournes, exibido pela MTV, que mostrava o dia a dia caótico e divertido da família. A exposição renovou a imagem de Ozzy, revelando um lado mais humano e afetivo, o que lhe rendeu popularidade entre públicos fora do nicho do metal.
Mesmo enfrentando graves problemas de saúde a partir de 2019, Ozzy não abandonou a música. Lançou os álbuns Ordinary Man (2020) e Patient Number 9 (2022), com participações de artistas como Elton John, Eric Clapton, Jeff Beck, Tony Iommi e Zakk Wylde. Em 2024, foi homenageado com sua introdução no Rock and Roll Hall of Fame como artista solo — reconhecimento máximo de sua trajetória além do Black Sabbath.
O último show de Ozzy aconteceu no festival beneficente “Back to the Beginning”, em julho de 2025, em Birmingham, sua cidade natal. Mesmo com mobilidade reduzida, ele emocionou o público ao cantar clássicos de sua carreira acompanhado pelos membros originais do Black Sabbath e por nomes como Metallica e Guns N’ Roses. A apresentação foi considerada sua despedida oficial dos palcos.
Ozzy deixa a esposa Sharon, com quem foi casado por mais de 40 anos, e três filhos. Em comunicado, a família agradeceu o carinho dos fãs e destacou que “Ozzy viveu do jeito que quis: sem medo, com intensidade e deixando sua marca em tudo o que tocou”. Nas redes sociais, artistas como James Hetfield (Metallica), Dave Grohl (Foo Fighters), Brian May (Queen) e muitos outros prestaram homenagens.
Com sua voz marcante, atitude rebelde e uma trajetória repleta de reviravoltas, Ozzy Osbourne se despede como uma das figuras mais emblemáticas da música mundial. Seu legado ultrapassa gerações e fronteiras: um artista que, mesmo nos momentos mais sombrios, nunca deixou de inspirar, provocar e emocionar.









