Morre Sam Rivers, baixista do Limp Bizkit, aos 48 anos; Fred Durst presta homenagem com vídeo emocionante: “Tenho chorado galões de lágrimas desde ontem”

19/10/2025 // Home  »  DestaqueNotícias   »   Morre Sam Rivers, baixista do Limp Bizkit, aos 48 anos; Fred Durst presta homenagem com vídeo emocionante: “Tenho chorado galões de lágrimas desde ontem”

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Vocalista relembra em vídeo de oito minutos a amizade, o talento e o legado do companheiro de banda

O mundo do rock está de luto. Sam Rivers, baixista e um dos fundadores do Limp Bizkit, morreu no sábado (18 de outubro), aos 48 anos. A causa da morte ainda não foi divulgada. No domingo (19), o vocalista Fred Durst publicou um vídeo de oito minutos nas redes sociais prestando uma homenagem emocionante ao músico e amigo de longa data.

No vídeo, Durst descreve Rivers como “uma lenda, de verdade. Uma pessoa incrivelmente talentosa, doce e maravilhosa.” Ele relembrou o primeiro encontro entre os dois, em Jacksonville, na Flórida, quando procurava músicos para formar uma nova banda.

“Conheci o Sam quando fui a um barzinho chamado Pier 7, na praia de Jax. Ele estava lá no palco, detonando no baixo. E eu pensei: ‘Meu Deus, esse cara é inacreditável’. Era o que eu precisava. Sempre achei que uma boa banda começa pela base — pelo baixo e pela bateria. E lá estava ele, tocando com tanta suavidade, com tanta presença… Não conseguia ouvir mais nada, só o Sam. Quando acabou o show, fui até ele e disse: ‘Cara, você é incrível. Tenho uma ideia de banda, quer ouvir?’. Ele respondeu: ‘Perfeito. Tô dentro. Vamos fazer’. E foi assim que tudo começou. Eu tinha o baixista que sempre procurei.”

Durst contou também como Rivers apresentou o primo John Otto, que se tornaria o baterista do Limp Bizkit, completando o trio que deu origem à banda em 1994.

“Nós três começamos a ensaiar na garagem do Sam. Era mágico. Eu tocava guitarra do meu jeito esquisito, e o Sam segurava tudo, porque claramente eu não conseguia. O entrosamento entre ele e John era algo fora do comum. Naquele momento, pensei: ‘É isso. Encontrei o que procurava’.”

O vocalista falou ainda sobre a conexão musical entre os dois e a admiração que sentia pelo talento do baixista:

“O Sam tinha essa coisa especial — qualquer ideia que eu jogasse, ele transformava em algo mil vezes melhor do que eu imaginava. E nós dois tínhamos uma paixão em comum pelo grunge. Ele amava Mother Love Bone, Alice in Chains e Stone Temple Pilots. Ele conseguia tirar uma tristeza linda do baixo, tocava acordes de um jeito que ninguém mais conseguia. Era pura emoção.”

Visivelmente abalado, Durst expressou a dor pela perda do amigo:

“É tão trágico que ele não esteja aqui agora. Tenho chorado galões e galões de lágrimas desde ontem. Sam é uma lenda. Ele viveu, realizou seus sonhos. Estávamos em um momento maravilhoso da banda, e ele estava feliz. Rodamos o mundo juntos, tocamos em estádios, vivemos tantos momentos incríveis… Sei que, onde quer que ele esteja agora, está sorrindo e dizendo: ‘Consegui’. E ele conseguiu. O que ele nos deixou é inestimável. Sam era único. Um ser humano genuíno e especial. Quando subia no palco, virava uma fera. E pensar que ele foi o primeiro a acreditar nesse sonho comigo me enche de gratidão. Tive muita sorte de tê-lo na minha vida, e já sinto uma saudade enorme. Amo o Sam, e sei que sua música vai continuar viva.”

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Homenagem da banda

O Limp Bizkit também publicou uma nota nas redes sociais no sábado (18) confirmando a morte do baixista:

“Hoje perdemos nosso irmão. Nosso companheiro de banda. Nosso coração. Sam Rivers não era apenas nosso baixista — ele era pura magia. O pulso de cada música, a calma no caos, a alma no som.”

A mensagem, assinada por Fred Durst, John Otto, Wes Borland e DJ Lethal, continuou:

“Desde a primeira nota que tocamos juntos, Sam trouxe uma luz e um ritmo que jamais poderão ser substituídos. Seu talento era natural, sua presença inesquecível, seu coração imenso. Ele foi um ser humano único, uma verdadeira lenda. Seu espírito viverá para sempre em cada groove, cada palco, cada lembrança.”

Nos comentários, o DJ Lethal pediu aos fãs que respeitassem a privacidade da família e celebrassem o legado do músico:

“Dêem flores ao Sam e toquem suas linhas de baixo o dia todo. Ele vive através da música, da caridade e das vidas que tocou. Descanse em poder, meu irmão. A vida é curta — aproveitem cada milissegundo.”

Uma trajetória de talento e superação

Sam Rivers deixou o Limp Bizkit em 2015 devido a problemas no fígado causados pelo alcoolismo, mas retornou em 2018 após um transplante de fígado bem-sucedido. Em entrevista publicada no livro “Raising Hell (Backstage Tales From The Lives Of Metal Legends)”, ele contou:

“Eu estava muito doente. Os médicos disseram que, se eu não parasse de beber, iria morrer. Tive sorte de conseguir um novo fígado — um transplante perfeito. Isso salvou minha vida.”

Com uma carreira marcada por sucessos como “Break Stuff”, “Nookie”, “My Way” e “Rollin’”, Sam Rivers foi peça essencial para o som e a identidade do Limp Bizkit, ajudando a moldar o nu metal nos anos 1990.

Fred Durst encerrou sua homenagem com uma mensagem de gratidão:

“Sou imensamente grato por ter compartilhado essa jornada com o Sam. Ele foi — e sempre será — parte do coração do Limp Bizkit.”

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