Michael Kiske celebra paz e sucesso na histórica reunião do Helloween

12/09/2025 // Home  »  DestaqueNotícias   »   Michael Kiske celebra paz e sucesso na histórica reunião do Helloween

Helloween 2025 03 Foto Mathias Bothor

Crédito Foto: Mathias Bothor

Vocalista afirma que a volta à banda é um capítulo único na história do metal e destaca sintonia inédita entre os membros.

A reunião do Helloween com Michael Kiske e Kai Hansen, anunciada em 2017 e consolidada com a turnê mundial “Pumpkins United”, é lembrada como um dos momentos mais marcantes do heavy metal moderno, segundo reportagem de David E. Gehlke para o site Blabbermouth.net. Após o lançamento do elogiado álbum autointitulado em 2021, a integração de Kiske e Hansen ao lado de Andi Deris, Michael Weikath, Sascha Gerstner, Markus Grosskopf e Dani Löble se mostrou uma jogada certeira. Pela primeira vez, todas as fases da banda convivem em harmonia, sem espaço para antigas rivalidades.

A reconciliação tem significado especial para Kiske, que deixou o grupo em 1993 em meio a tensões profundas com Weikath. Hoje, aos 57 anos, o vocalista admite que amadureceu e deixou para trás ressentimentos que pareciam impossíveis de superar. Ele destaca, inclusive, a amizade construída com Deris, que foi seu substituto e se tornou um dos pilares do Helloween. Segundo Kiske, essa união não apenas fortaleceu a banda, mas também reacendeu sua própria paixão pela música.

Kiske reconhece o peso criativo de Deris, a quem chama de verdadeiro herói dessa fase. Líder discreto e compositor prolífico, o cantor ajudou a manter a banda ativa nos anos mais turbulentos. Mas é inegável que a volta de Kiske trouxe um brilho especial: sua voz continua carregada da mesma potência e alcance que marcaram álbuns clássicos como Keeper of the Seven Keys. Ele afirma que o novo disco, “Giants & Monsters”, comprova a força coletiva atual do grupo.

Mesmo sem contribuir com composições recentes, Kiske se mostra tranquilo quanto à abundância de material. “Temos seis potenciais compositores na banda, e isso é um luxo raro. Já temos músicas prontas para o próximo álbum”, revelou. Para ele, não há pressão para escrever canções, mas deixa aberta a possibilidade de voltar a apresentar ideias quando sentir que algo se encaixa. O foco agora é aproveitar a fase criativa abundante e espontânea.

Ao falar de suas influências, Kiske relembra a adolescência ouvindo Judas Priest, Iron Maiden e Queensrÿche, mas também cita Metallica, Beatles e até Barbra Streisand. Essa diversidade musical, diz ele, sempre moldou seu estilo de cantar. A proximidade com Kai Hansen, fã declarado de Judas Priest, faz com que ambos compartilhem a mesma linguagem musical. “Praticamente tudo que Kai escreve eu consigo cantar, porque crescemos ouvindo as mesmas coisas”, comentou.

Sobre a relação com Deris, Kiske conta que a afinidade foi construída antes mesmo da reunião ser anunciada. Reuniões discretas e conversas pessoais serviram para dissipar receios e criar confiança. O resultado foi uma amizade genuína que transparece nos palcos e gravações. “Não foi montado por dinheiro. As pessoas percebem que nos gostamos de verdade”, afirmou. Para ele, esse é o segredo por trás da aceitação calorosa dos fãs.

A espiritualidade também surge como um elo dentro do Helloween. Kiske acredita que, em tempos de incerteza, a banda transmite mensagens de esperança e força interior. “Não falo de religião, que escraviza. Mas de espiritualidade, que liberta”, explicou. Ele enxerga nas letras atuais uma reflexão natural sobre os tempos difíceis, mas também uma busca por sentido mais profundo. “Cada disco reflete o espírito do tempo em que vivemos”, completou.

Hoje, Kiske diz estar em paz, sem mágoas do passado e feliz por fazer parte do Helloween novamente. “Weikath me feriu muito nos anos jovens. Eu o odiava. Agora, eu o amo. Nós nos perdoamos”, confessou. Para ele, essa reconciliação é um exemplo poderoso de superação e autenticidade no metal. “Você pode brigar, pode se magoar, mas também pode perdoar. Isso é real. Só histórias verdadeiras podem ser escritas assim”, concluiu.

Ouça “Giants & Monsters”:

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