Metallica: “Tenho o melhor trabalho do mundo”, diz James Hetfield em especial sobre a “All Within My Hands”

29/11/2025 // Home  »  DestaqueNotícias   »   Metallica: “Tenho o melhor trabalho do mundo”, diz James Hetfield em especial sobre a “All Within My Hands”

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Reportagem no programa “CBS Sunday Morning” destaca o impacto social da fundação da banda e a conexão de três gerações de fãs ao redor do mundo

Um especial sobre a All Within My Hands, fundação beneficente do Metallica, será exibido neste domingo, 30 de novembro, no programa “CBS Sunday Morning”, da rede norte americana CBS, a partir das 9h (horário local), também com transmissão pelo Paramount+. A matéria, transcrita pelo Blabbermouth, mostra como a banda transformou décadas de sucesso em ações concretas de apoio a comunidades, educação profissionalizante e combate à fome.

Perguntado sobre como mantém a empolgação nos palcos mais de quatro décadas após a formação do grupo, o vocalista e guitarrista James Hetfield respondeu sem rodeios: “É tão fácil. É muito fácil. Basta olhar dentro de um par de olhos, só isso já basta para mim. Eu vou me conectar com o olhar de uma pessoa e vou ver essa pessoa mudar. Vou ver a paixão nela, e eu fico completo, meu coração se enche e eu estou pronto para continuar, arrebentando”.

Em seguida, ele reforça o quanto se sente privilegiado: “Eu sou muito abençoado. Eu tenho o melhor lugar da casa. Eu tenho o melhor trabalho do mundo, se você quiser chamar isso de trabalho. Eu encontrei minha paixão muito cedo na vida, sou muito grato por isso. Tive pais que me apoiaram nisso. E eu lutei. Lutei muito para conseguir o que achava que precisava, que era estar em uma banda e fazer música. A luta faz parte disso e, com essa fundação, esperamos ser uma ajudinha para sair daquele ‘eu não consigo sair dessa luta, simplesmente não consigo’ para o ‘eu consigo, mas tenho que trabalhar duro e vou conseguir o que quero’”.

Três gerações na grade e uma família de “desajustados”

Para Hetfield, essa jornada ganha um sentido ainda maior quando ele olha para o público: “Eu tenho o melhor trabalho do mundo”, reforça. “Eu consigo ver três gerações de pessoas se abraçando. Cara, a última coisa que eu ia querer fazer era ir a um show com o meu pai, ou até com o meu avô. Mas eu vejo isso acontecer lá fora. E crianças pequenas na grade, idosos na grade, pessoas em cadeiras de rodas na grade, um mosaico de origens e histórias de pessoas. Nós reunimos muitos ‘desajustados’ ao redor deste planeta e fazemos disso uma família. E criamos uma energia que ajuda a gente a seguir na vida.”

Lars Ulrich e o espírito de comunidade

Ao comentar o foco da All Within My Hands em “devolver” às comunidades por meio de apoio local e programas de educação em ofícios e profissões qualificadas, o baterista Lars Ulrich destaca o espírito coletivo da iniciativa: “Isso volta ao básico, que é dar, retribuir, compartilhar. A gente vem não só de uma cena, mas vem da própria ideia de comunidade. E, em uma comunidade, seja lá qual palavra você use, se chama coletivo, comunidade, gangue, pessoas com ideias semelhantes, o que for, nós sempre prosperamos no plural. E sempre usamos a palavra ‘nós, nós, nós, nós, nós, nós’, todos juntos. E nisso estão nós, os fãs, os que pensam como a gente.”

Quebrando a barreira entre banda e fãs

Ulrich acrescenta que um dos propósitos do Metallica é diminuir a distância entre banda e público, algo que também se reflete na fundação. “Eu sei que isso pode soar meio piegas, mas eu sinto que um dos propósitos do que fazemos é tentar derrubar essa barreira, essa sensação de separação entre o grupo e os fãs, a banda e os fãs, o artista e as pessoas que apreciam o que o artista faz, tentar acabar com isso. Em um show, você poderia chamar isso de barricada física, e a ideia é trazer essa sensação de que estamos todos juntos nisso”, afirma.

Para ele, ajudar é algo natural: “Instintivamente, você só quer ajudar. Todos nós dependemos uns dos outros. Se você destrinchar isso mesmo, você vê que os humanos são animais de rebanho e realmente prosperam, sabe, o rebanho se dá melhor quando todo mundo está bem.”

Uma carreira histórica e um legado gigante

Formado em 1981 por James Hetfield e Lars Ulrich, e atualmente com Kirk Hammett na guitarra e Robert Trujillo no baixo, o Metallica se consolidou como um dos nomes mais influentes e bem sucedidos da história do rock, com quase 125 milhões de álbuns vendidos em todo o mundo e mais de 17 bilhões de streams, tocando para milhões de fãs nos sete continentes. Apenas o fã clube oficial, o Fifth Member, reúne mais de 1,3 milhão de integrantes.

Na discografia, a banda acumula uma sequência de álbuns multiplatina, entre eles “Kill ’Em All”, “Ride The Lightning”, “Master Of Puppets”, “…And Justice For All”, “Metallica” (o clássico “Black Album”), “Load”, “Reload”, “St. Anger”, “Death Magnetic”, “Hardwired… To Self Destruct” e o mais recente “72 Seasons”, lançado em 14 de abril de 2023 pelo selo próprio Blackened Recordings.

All Within My Hands: números que fazem a diferença

Ao longo da carreira, o Metallica conquistou nove prêmios Grammy, dois American Music Awards, diversos troféus do MTV Video Music Awards, foi incluído em 2009 no Rock And Roll Hall Of Fame e recebeu o prestigioso Polar Music Prize, da Suécia.

Em 2017, o grupo criou oficialmente a fundação All Within My Hands para retribuir às comunidades que sempre apoiaram a banda. Desde então, os esforços coletivos da entidade já arrecadaram quase 20 milhões de dólares, sendo cerca de 11,4 milhões destinados a programas de educação profissionalizante, 7,4 milhões para o combate à fome em escala global e 5,2 milhões para serviços locais essenciais em diferentes partes do mundo.

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