Kiko Loureiro estreia no cinema em 2026 como produtor do filme “Theory Of Mind”; saiba detalhes

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Crédito foto: Henrique Grandi

Guitarrista brasileiro assina a produção executiva e a trilha sonora do filme criado e dirigido por Leo Liberti, previsto para estrear em 2026

O guitarrista brasileiro Kiko Loureiro, conhecido internacionalmente por sua trajetória em Megadeth e Angra, divulgou o trailer de “Theory Of Mind”, longa-metragem que ele produz executivamente e para o qual também compõe a trilha sonora. O filme tem estreia prevista para 2026 e é criado e dirigido por Leo Liberti.

A produção aposta em um suspense psicológico com viés tecnológico: sete influenciadores de diferentes países, rivais e opostos ideológicos, são convidados para um experimento social global ligado ao lançamento de um smartphone “movido a IA”. A dinâmica, porém, se transforma em um teste mortal quando um bug crítico é ativado e o experimento sai do controle.

No elenco, o longa reúne nomes conhecidos do terror e do cinema de gênero, como Bill Moseley (“Devil’s Rejects”), Kane Hodder (Jason Voorhees em quatro filmes da franquia “Friday The 13th”) e Michael Berryman, além de participações como Linnea Quigley e do comediante brasileiro Danilo Gentili, entre outros.

Assista o trailer: https://www.youtube.com/watch?v=0UqYJfxpDns

O título “Theory Of Mind” também dialoga com a fase recente de Kiko: é o mesmo nome de seu álbum solo lançado em 2024, obra em que o músico explorou a interseção entre psicologia, empatia e tecnologia. No lançamento do disco, Loureiro explicou em detalhes o conceito por trás do trabalho, agora refletido também no universo do filme:

“Quando decidi escrever este álbum, ‘Theory Of Mind’, ele pareceu mais uma exploração do que um projeto. A música, para mim, sempre foi sobre revelar as camadas ocultas do pensamento e da emoção, e este álbum me levou a novos territórios — aqueles em que a psicologia e a tecnologia se cruzam com o núcleo do que nos torna humanos. Mas isso não foi apenas um exercício conceitual ou intelectual para mim. Tive experiências pessoais que me levaram a criar esta música, experiências que remodelaram como vejo o mundo e como entendemos uns aos outros.

O conceito de ‘theory of mind’ não é novo. É um termo psicológico, desenvolvido inicialmente para descrever a capacidade humana única de reconhecer e interpretar os estados mentais dos outros. Nós o usamos todos os dias, muitas vezes de forma inconsciente, para navegar no mundo social, para ter empatia, para prever o que os outros podem sentir ou pensar. Ele se torna ainda mais profundo quando aplicado àqueles que vivenciam a vida de maneira diferente, para quem a ‘teoria da mente’ pode não surgir naturalmente. Neles, as lacunas de compreensão podem ser pontes para formas mais profundas de enxergar o mundo. Este álbum busca capturar essa complexidade — a luta, a beleza e o desconhecido que acompanham a interpretação das mentes dos outros. Eu vi isso em primeira mão, tanto na minha própria vida quanto por meio de pessoas próximas a mim. Ver alguém ter dificuldade para se conectar com os outros de forma intuitiva ou perceber como as pessoas muitas vezes são incompreendidas porque processam o mundo de forma diferente — tudo isso começou a moldar meu pensamento. Como entendemos aqueles cujas mentes funcionam de maneiras que não conseguimos compreender de imediato? Como eles nos entendem? Essas perguntas pesaram muito e se tornaram uma força motriz por trás deste álbum. Eu queria refletir musicalmente sobre essas experiências pessoais, criando uma paisagem emocional em que o ouvinte pudesse entrar nessa jornada, nem que fosse por um momento. Mas existe outra camada neste álbum que vai além da psicologia e avança para o futuro da tecnologia.

Estamos à beira de uma nova era em que as máquinas — a inteligência artificial — estão se aproximando do que os cientistas chamam de ‘teoria da mente’. Este é o momento em que a IA não apenas calcula e processa informações, mas começa a perceber, ter empatia e interagir como os humanos. O que me intrigou é como a IA, agora, consegue imitar de forma convincente a compreensão humana dos estados mentais, chegando até a superar os humanos em testes de ‘teoria da mente’. Uma coisa é criar música que desperte emoção humana, mas o que significa quando uma máquina também pode compreender e ressoar com essas emoções? Imagine um mundo em que a tecnologia não apenas responde, mas sente.

Cada faixa do álbum é um capítulo dessa história, e espero que os ouvintes sintam essa evolução. A música de abertura começa com um motivo de despertar intrincado, quase como a primeira percepção de autoconsciência, como quando uma criança entende pela primeira vez que outras pessoas têm pensamentos, emoções e experiências separadas das suas. A música cresce a partir daí, adicionando camadas de complexidade, assim como aprendemos a navegar pelas mentes dos outros — hesitantes no início e depois mais seguros, com momentos de tensão e harmonia. Há um pulso rítmico ao longo do álbum. Ele representa essa essência compartilhada que todos temos: a necessidade de nos conectarmos, de nos sentirmos compreendidos. Incorporei melodias e contramelodias, versos e refrões, partes calmas e agressivas, dissonâncias e consonâncias que espelham a interação de pensamentos em diálogo, em que a comunicação é imperfeita, mas ainda assim profunda. A tensão e o alívio ecoam os conflitos internos que todos vivemos — perguntando se realmente entendemos os outros ou se estamos apenas projetando nossos próprios pensamentos sobre eles.

Há uma vulnerabilidade nas melodias das faixas, uma vontade frágil, mas feroz, de se conectar. De certa forma, é uma meditação sobre empatia, sobre o esforço que pode ser necessário para realmente enxergar alguém pelo que ele é. O uso da IA como inspiração para alguns temas do álbum pode parecer abstrato. Conforme eu escrevia e compunha, eu sempre voltava à pergunta: o que acontece quando as máquinas aprendem a nos entender em um nível emocional? Quando ensinamos a elas a interpretar nossos estados mentais? Isso as torna mais humanas ou revela mais sobre o que significa ser humano? Devo deixar a IA começar a fazer toda a música? E eu, como posso me expressar?

‘Theory Of Mind’ não é apenas sobre entender — é sobre o desejo de entender. Seja uma pessoa que se sente incompreendida, seja uma futura IA aprendendo a perceber nossas emoções, o álbum é um convite para explorar esse espaço. Para sentar com as complexidades, sentir a tensão e, no fim, se perguntar — para onde vamos a partir daqui?”

Com a proposta de transportar esse mesmo debate para a tela, “Theory Of Mind” chega em 2026 prometendo um thriller em que disputa de narrativas, influência digital e inteligência artificial deixam de ser apenas conceitos do presente e viram combustível para um jogo psicológico sem margem para erro.

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