Entrevista: “O futuro do metal está nas mãos das mulheres”, diz Prika Amaral que celebra os 15 anos da Nervosa
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Texto e entrevista por Thiago Rahal Mauro

Nervosa

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A Nervosa celebra 15 anos de estrada com uma trajetória marcada por desafios, reinvenção e resistência. Desde suas origens no Brasil até sua consolidação no cenário internacional, a banda liderada por Prika Amaral conquistou espaço com muita garra e autenticidade. Nesta entrevista exclusiva, Prika compartilha suas reflexões sobre o passado, o presente e o futuro da Nervosa, além de discutir sua transição para os vocais e o impacto da mudança para a Grécia.

Com uma carreira repleta de turnês mundiais e participações em festivais renomados, a Nervosa segue expandindo fronteiras e consolidando seu nome no metal. A vocalista e guitarrista fala sobre as experiências mais marcantes da banda na estrada, os desafios de ser uma banda brasileira no cenário internacional e a importância da presença feminina no metal. Para Prika, as mulheres estão cada vez mais à frente na cena e o futuro do gênero pertence a elas.

Além de relembrar momentos icônicos, Prika também discute a evolução criativa da Nervosa, a liberdade na composição e a busca constante por inovação sem perder a essência. Com uma abordagem aberta e colaborativa, a banda se mantém fiel à sua identidade, mas sempre explorando novas possibilidades musicais. A vocalista destaca ainda a importância da persistência e do amor pela música para a longevidade de qualquer banda.

Por fim, a entrevista traz uma visão otimista sobre os próximos 15 anos da Nervosa. Prika revela planos ambiciosos, incluindo novos lançamentos, turnês grandiosas e parcerias inéditas. Com uma base de fãs apaixonada e um compromisso inabalável com o metal, a banda continua a escrever sua história com intensidade e dedicação. Afinal, como a própria Prika diz, “viver na estrada é viver de sonhos, e quem para de sonhar, para de querer estar na estrada também.”

Siga a Nervosa no Instagram: https://www.instagram.com/nervosathrash/

CONFIRA A ENTREVISTA: 

Onde o Rock Acontece: 15 anos de Nervosa, uma banda que nasceu no Brasil e se tornou um dos maiores nomes do thrash metal mundial. Olhando para trás, o que você considera que foi a chave para a longevidade e o sucesso da banda?

Prika Amaral: Acredito que, para a longevidade de qualquer banda — na verdade, de qualquer músico —, o mais importante é o amor pela música acima de tudo, né? A estrada não é um lugar fácil; está cheia de desafios, e é preciso gostar muito, mas muito mesmo, e estar disposto a sacrificar absolutamente tudo, deixar muita coisa para trás e se entregar por inteiro, sabe? Então, acho que essa é, na verdade, a maior dificuldade de todas as bandas: encontrar um line-up que esteja alinhado com esse sacrifício, com essa intensidade, com esse amor o tempo todo, né? Porque esse sentimento pode ser passageiro para algumas pessoas. Acho também que é essencial estar aberto às artes, né? Não se fechar, estar sempre reinventando, e não ficar preso a uma única fórmula, a bater sempre na mesma tecla, sabe?

Onde o Rock Acontece: Como foi o processo de transição de guitarrista para vocalista da banda? O que essa nova função trouxe de diferente na sua abordagem à música e na dinâmica da Nervosa?

Prika Amaral: Bom, essa transição foi muito louca, né? Foi algo inesperado. Tive praticamente dois meses para tomar essa decisão, treinar e já sair pronta para isso. Foi um desafio enorme, com muita insegurança, muitos medos e tal, mas a necessidade e a agilidade das coisas fizeram com que eu encarasse sem medo. Era o que tinha que ser, não tinha outro jeito. Não dava para olhar para trás ou lamentar, né? No fim, depois que tudo deu certo, eu me diverti muito. Estou gostando pra caramba! Sinto-me super confortável, com a sensação de que sempre fiz isso. Não me pareceu algo novo. Na verdade, abriu ainda mais portas para inspirações. Sinto-me muito mais empolgada para escrever e compor, porque me trouxe mais possibilidades. Tem sido incrível!

Onde o Rock Acontece: Nervosa se destaca como uma das bandas brasileiras mais populares de thrash metal formadas por mulheres. Como você vê esse pioneirismo, tanto no Brasil quanto internacionalmente, e o que ainda precisa ser conquistado para as mulheres no metal?

Prika Amaral: Olha, eu realmente não acho que a gente seja pioneira. Antes da gente, muitas outras bandas já existiam, inclusive de thrash metal feminino, como é o caso da Volcana, além de outras bandas tanto no Brasil quanto no mundo. A diferença é que viemos numa era mais digital, com a internet e tudo mais, algo mais atual. Por isso, as pessoas lembram mais da gente. Estamos sempre na ativa, nunca paramos. Já fizemos muitas turnês em um curto período de tempo, e acho que isso faz com que nosso nome esteja mais presente na memória das pessoas com mais frequência. A presença das mulheres na cena metal tem crescido a cada dia. A nova geração está chegando com tudo, mais presente em todos os espaços, e mostrando que agora é a vez das mulheres no metal. E é isso, meu! O futuro do metal está nas mãos das mulheres! Já falei isso em várias entrevistas. A galera me critica, mas é isso, cara. Basta olhar para a cena metal atualmente para ver que as mulheres estão à frente de muitas bandas. Ainda não na mesma proporção que os homens, mas muito mais do que há dez anos.

Onde o Rock Acontece: A banda agora está radicada na Grécia. Como essa mudança impactou o som da banda e a dinâmica interna? Você sente que o ambiente cultural grego trouxe novas influências para a música da Nervosa?

Prika Amaral: Cara, o que mudou na dinâmica da banda não foi o fato de a gente estar na Grécia, mas sim o fato de estarmos todas juntas. Isso nos permite trabalhar mais pela banda, estar mais focadas, e as coisas fluem melhor. A gente consegue ter um trabalho mais coeso, sabe? E isso é muito legal! Na verdade, para mim, lembra quando comecei a tocar, morando numa cidade pequena, onde eu me encontrava com os amigos para ensaiar, sabe? Então, essa vibe antiga, por assim dizer, faz muito bem para a banda, né? Porque dá para fazer a banda à distância, como a Nervosa foi por muitos anos. Mesmo quando éramos todas brasileiras, cada uma morava em uma cidade diferente, e ainda assim fazíamos acontecer. Mas, presencialmente, tudo é mais intenso, né? Então, acredito que estando juntas conseguimos produzir melhor. E, cara, eu não acho que o ambiente grego tenha trazido alguma influência para a banda. O que faz diferença mesmo é o talento individual de cada uma. A Helena, por exemplo, é uma das principais compositoras da banda e trouxe o estilo dela, a presença dela, solos incríveis, melodias incríveis e riffs incríveis. Acho que isso é algo mais pessoal, não algo ligado a um país ou cultura específica. Até porque o metal é algo universal. Ele não é grego, nem americano, nem sueco. Ou melhor, ele é sueco, é americano, é grego… ele é tudo ao mesmo tempo. Então, ao mesmo tempo que pode ter características de um país específico, também pertence a todos os países. É algo mais globalizado. Por isso, vejo mais a influência do talento individual de cada integrante do que da cultura de um país em si.

Onde o Rock Acontece: Nervosa tem feito tours pelo mundo, tocando em países e festivais renomados. Qual é a experiência mais marcante que você já viveu em uma turnê internacional, e qual é o impacto disso no crescimento da banda?

Prika Amaral: Cara, eu não consigo descrever uma única experiência como a maior de todas, porque são várias, né? Mas posso destacar algumas. Nossa primeira turnê na Europa foi algo incrível! A gente sentiu o tamanho da nossa conquista pessoal e também o impacto para a cena brasileira como um todo. Foi muito legal ter nós, mulheres, representando uma nova geração. Foi uma experiência marcante, fizemos muitos amigos, tivemos a oportunidade de tocar em festivais enormes… Então, essa primeira tour foi muito especial para mim. Gravar um disco nos Estados Unidos também foi algo marcante. Além disso, fizemos nossa primeira turnê de tour bus com uma banda internacional em 2016, quando saímos com o Destruction, o Flotsam and Jetsam e o Enforcer. Foi um momento muito importante. Também teve o Rock in Rio, que foi gigantesco para a gente. Recentemente, tocamos no Wacken, no Tons of Rock com o Metallica, e fizemos uma turnê incrível com o Decapitated. E ainda tem muita coisa legal para rolar este ano, que a gente vai anunciar em breve. Estamos muito empolgadas e focadas. E é isso! Estamos prontas para muito mais e já produzindo mais um disco. No fim das contas, tudo se resume a resistência. O impacto não está apenas em fazer parte de uma grande turnê ou tocar em um grande festival, mas na frequência com que isso acontece, sabe? Todo ano estamos fazendo algo relevante. A gente não para, está sempre ativa. Acho que isso é o que realmente conta no final. Principalmente hoje em dia, com as redes sociais, onde tudo se torna obsoleto muito rápido. Então, manter a constância e estar sempre ali batendo o martelo é fundamental. Para mim, isso é o que realmente eleva uma banda de nível hoje em dia.

Onde o Rock Acontece: A turnê de 15 anos promete ser um marco para a banda. Quais são suas expectativas e o que os fãs podem esperar dessa celebração, especialmente em relação ao setlist e as surpresas que estão sendo preparadas?

Prika Amaral: Bom, tudo se encaixou para que as coisas acontecessem juntas e no tempo certo, né? A gente tinha planejado fazer uma turnê pela América Latina e, quando me dei conta, pensei: “Poxa, são 15 anos de Nervosa! Por que não unir essa turnê com a celebração dos 15 anos da banda?” E acabou coincidindo de começarmos a turnê em São Paulo, que é a casa da Nervosa, né? Foi onde a nossa história começou, então foi incrível poder fazer esse show. Agora estamos no meio da turnê. Hoje, por exemplo, estou aqui no camarim do show no Rio de Janeiro, no Circo Voador, que é mais uma grande realização. Vamos tocar em uma casa histórica aqui no Rio e estamos muito felizes com a resposta do público. A galera está curtindo bastante o setlist que preparamos especialmente para essa turnê. Colocamos músicas que há tempos não tocávamos, algumas que nunca tínhamos tocado antes, e também misturamos com a promoção do nosso último disco. O “Jailbreak”, que lançamos no ano passado, ainda não tinha tido uma turnê no Brasil. Então, unimos as duas coisas, trazendo participações especiais em alguns shows e dando o nosso máximo. Também trouxemos merchandises exclusivos e tudo mais.

Onde o Rock Acontece: Nervosa foi reconhecida e elogiada por grandes nomes do metal. Quais colaborações ou momentos ao lado dessas figuras icônicas mais marcaram sua carreira e como isso influenciou a sua visão sobre a música e a cena metal?

Prika Amaral: Cara, no último disco, Jailbreak, tivemos a participação do Gary Holt, que com certeza é uma das maiores influências para todas nós da banda, incluindo as meninas que já passaram por aqui. Ele é um dos pilares do thrash metal clássico, ainda mais porque continua na ativa, né? O Slayer, felizmente, não parou totalmente. Eles não estão mais fazendo turnês, mas ainda realizam alguns shows. E o Slayer é, particularmente, a minha banda favorita. As meninas também gostam muito. Então, ter a participação do Gary Holt foi a realização de um sonho, com certeza! A gente já teve a oportunidade de conhecer a maior parte dos nossos ídolos, de tocar com eles, trocar ideia… e isso é incrível! Ainda tem alguns que queremos conhecer e tocar juntos. Acho que o sonho nunca tem limite. A gente nunca para de sonhar, né? Sempre tem banda nova surgindo, sempre tem alguém que estava aposentado e resolve voltar… essas coisas acontecem. E é isso. Viver na estrada é viver de sonhos. O tempo todo. Quem para de sonhar, para de querer estar na estrada também. Faz parte do que somos.

Prika Amaral

Prika Amaral

Onde o Rock Acontece: “Death” e “Kill The Sience” são algumas das músicas que definem o legado da Nervosa. Você concorda que essas faixas representam o espírito da banda, e o que essas músicas significam para você e para os fãs?

Prika Amaral: “Death” e “Kill the Silence” são músicas muito importantes na história da Nervosa, mas não acho que sejam as que definem a banda. Até porque fomos lapidando o estilo da Nervosa ao longo do tempo, aprimorando nossa identidade musical, como acontece com todas as bandas e músicos. Hoje, vejo a banda um pouco diferente do que era na época dessas músicas, mas elas continuam sendo muito significativas. “Death” talvez seja a música mais conhecida da Nervosa, enquanto “Kill the Silence” tem, provavelmente, a mensagem mais forte que já transmitimos. Mas, hoje em dia, a Nervosa não é apenas uma banda de thrash metal. O thrash é a base, mas buscamos incorporar elementos de outros estilos e criar uma mistura própria. Tanto que nossos dois últimos discos são bem diferentes entre si — dentro do metal, claro. Temos muitas influências de heavy metal, punk, death metal e outros elementos. Acho que a música não pode ter limites, sabe? Nem a arte, no geral. A gente precisa seguir nossas inspirações e fazer aquilo que realmente temos vontade. Ultimamente, temos priorizado muito isso. Essas músicas são mais cruas, fazem parte da nossa raiz, com certeza, mas a Nervosa é muito mais do que isso.

Onde o Rock Acontece: Como você vê o sucesso da Crypta, banda de ex-integrantes da Nervosa. Vocês fizeram algumas fotos juntas, mostrando que não existe rivalidade. Acredita que alguma tour conjunta seria interessante no futuro? 

Prika Amaral: Fico muito feliz de ver que elas estão se dando bem, porque são meninas muito talentosas, batalhadoras e trabalhadoras. Tudo o que elas conquistaram até hoje é mérito delas, e isso me deixa realmente contente. Uma turnê conjunta, no momento, não faz muito sentido. Acho que tanto nós, da Nervosa, quanto elas estamos buscando nossos próprios caminhos. Já caminhamos juntas por muito tempo, e acho legal, na verdade, que cada uma esteja construindo sua própria história. Talvez um dia aconteça, não descarto essa possibilidade, mas a curto prazo, não. Acredito que, por enquanto, temos outras vontades e ideias antes disso, e, sinceramente, não vejo necessidade. Elas estão indo super bem, e nós também estamos trilhando nosso próprio caminho. Mas quem sabe um dia, né? Nunca digo nunca.

Onde o Rock Acontece: Ao longo dos anos, o processo criativo de Nervosa evoluiu bastante. Como ele mudou ao longo dos álbuns, e como você e a banda lidam com a pressão de se reinventar mantendo a essência que tornou a Nervosa única?

Prika Amaral: Eu acho que a evolução é o tempo, é a quantidade de turnê, a quantidade de shows e isso tudo é experiência, né? Então acredito eu que para todas as meninas envolvidas em todas as fases da nervosa, a gente está sempre evoluindo constantemente, né? E o processo criativo eu sempre prezo pela liberdade, sempre prezo pela diversidade, eu não gosto muito de bater sempre na mesma tecla, fazer sempre a mesma coisa, eu não gosto de coisas repetitivas, isso sempre foi um problema para mim, mas eu também não gosto de que crie muitas regras para compor ou para fazer, você também se sair, tudo desse jeito saiu, mas o próximo, por exemplo, já não pode ficar repetindo muito, que se não a história é chata, né? Para quem ouve, para quem toca, mas eu acredito que é dar, tipo, respeito ao estilo de cada. Uma, tá com as portas sempre abertas, eu tento incluir todas as meninas sempre nas composições, porque acredito que isso é uma banda e não uma carreira solo, né? E a genômica da banda mudou bastante, porque agora a gente tem duas guitarras, né? Então a gente consegue aí ir mais adiante, consegue fazer mais coisas, mais detalhes, arriscar algumas outras coisas que não dava, pelo fato de ter só uma guitarra, e a gente tá sempre brincando e tentando fazer coisas que a gente tem vontade.

Onde o Rock Acontece: Nervosa, embora tenha se estabelecido internacionalmente, ainda é uma banda brasileira. Quais foram os maiores desafios de representar o Brasil no cenário mundial, e como vocês lidam com essa responsabilidade?

Prika Amaral: O maior desafio de representar o Brasil é vir de um país de condições financeiras um pouco desvantajoso em relação a Europa, Estados Unidos, por exemplo, e também pela distância. A gente está isolado dos grandes centros econômicos como os Estados Unidos, Canadá e Europa, e para a gente a nossa realidade é mais difícil do que a deles, mas isso também não torna nada impossível. Eu acho que a internet possibilitou muitas coisas e foi nesse gancho da internet que a gente aproveitou para se expor na internet e foi o que trouxe a gente, que levou a gente para outros lugares mais longe do Brasil. Eu acho que tudo depende muito do seu foco, do foco de estudo, da intensidade com que você se dedica, tudo isso contribui. Do seu planejamento, organização, uma série de coisas mas se você realmente sonha muito e você investe tudo uma hora isso retorna pra você, com certeza eu acho que a gente nunca assim, sentiu a responsabilidade que a gente tinha a gente sempre teve claro que a gente tava fazendo o nosso melhor ali tava muito feliz com a oportunidade, aproveitando cada momento sempre tentando fazer o nosso melhor, mas senti que a gente tinha uma responsabilidade de estar representando eu acho que a gente nunca sentiu isso, pelo menos eu nunca eu tava mais curtindo e me focando e fazendo o meu melhor.

Onde o Rock Acontece: Como o público de diferentes partes do mundo reage ao som da Nervosa? Há diferenças no comportamento dos fãs em, por exemplo, países da Europa, América Latina e Estados Unidos?

Prika Amaral: Sim, há diferenças, principalmente porque há diferenças culturais, né? O brasileiro latino é mais quente, mesmo porque a gente não tinha muito acesso às bandas, as bandas muitas vezes não vinham para América Latina, então quando vem a galera realmente se empolga mais, dá valor pra aquilo e age como se fosse a última oportunidade, né? Porque a gente não sabe quando que vai voltar. O pessoal de outros países tem uma cultura um pouco mais fria, eles assistem mais, compram mais, mexe, mas a gente, nós latinos, a gente curte mais, a gente grita mais, a gente agita mais e a gente compra menos porque a nossa estrutura econômica do nosso país, da nossa cultura não nos permite comprar, porque se permitisse a galera comprava também, mas a gente tem a limitação econômica, né? Então esse é o terceiro país, país de terceiro mundo. E os países ricos são meio num geral assim, porque se você for ver alguns países da Ásia se assemelham à situação da América Latina em questão de não ter acesso, de não conseguir apoiar mais porque a situação econômica não é tão boa, mas talvez eles não sejam tão quentes quanto os nossos. A gente ainda acho que é mais louco, a gente se entrega mais.

Onde o Rock Acontece: Olhando para os próximos 15 anos, quais são os sonhos e planos para a banda? Existem novos projetos ou colaborações planejadas que você pode compartilhar com os fãs?

Prika Amaral: Existem muitos planos, muitos sonhos. A gente ainda é uma banda nova, 15 anos, é praticamente uma adolescente, né? Então a gente tem muito tempo de estrada ainda, muita coisa, muita história pra escrever. Esse ano a gente tem muita coisa pra anunciar, coisas inéditas, lançamentos, coisas que a gente nunca fez, turnês com bandas muito grandes e a gente tá muito feliz com cada passo. A gente só quer que a banda cresça cada vez mais pra gente ter mais conforto e começar a colher os frutos de todos os nossos sacrifícios, né? É isso que a gente espera e pra isso que a gente trabalha.

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