
Dee Snider
Vocalista afirma que “diferenças irreconciliáveis” impediram participação do baixista na turnê dos 50 anos.
O vocalista Dee Snider revelou, em entrevista a Eddie Trunk no programa “Trunk Nation” da SiriusXM, publicada pelo site Blabbermouth.net, que o Twisted Sister voltará à ativa em 2026 para celebrar os 50 anos de carreira. A decisão surpreende, já que a banda havia encerrado suas atividades em 2016 com a turnê de despedida 40 And Fuck It!. Snider, que completou 70 anos em março, disse que a data simbólica o levou a refletir e propor ao grupo um último desafio nos palcos.
Segundo o cantor, a reunião não tem motivação financeira, mas sim o desejo de revisitar a trajetória da banda em um momento marcante. Ele afirmou ter se inspirado em artistas veteranos como Paul McCartney, Mick Jagger e Alice Cooper, que seguem ativos mesmo após décadas de carreira. “Pensei: por que não tentar mais uma vez? É uma oportunidade de mostrar que ainda estamos aqui”, declarou Snider.
Apesar do entusiasmo, Snider admitiu que voltar à rotina de palco não será simples. Ele destacou que sua performance sempre exigiu alto nível de energia, algo que o próprio Eddie Trunk já havia mencionado como marca registrada de sua carreira. Para isso, o vocalista retomou uma rotina intensa de treinos e dieta, com o objetivo de manter a forma física para suportar shows longos. “Não quero envergonhar a mim nem à banda. Prometo que vou deixar muitos jovens de 20 anos constrangidos”, brincou.
A reunião, no entanto, não contará com o baixista Mark Mendoza, membro de longa data. Snider resumiu sua ausência a “diferenças irreconciliáveis”, sem detalhar os motivos. O posto ficará com Russell Pzütto, que já trabalhou como técnico de baixo de Mendoza e acompanhou Snider em sua carreira solo. Pzütto chegou a substituir o baixista em um show do festival Graspop, na Bélgica, e é considerado um nome de confiança pelo grupo.
Questionado se há chance de Mendoza retornar durante a turnê, Snider foi categórico: “Não consigo imaginar isso agora. Houve coisas que não vejo sendo reconciliadas.” Já o guitarrista Jay Jay French, em declaração à Rolling Stone, minimizou a situação, lembrando que a banda teve diversas formações ao longo de cinco décadas e desejando sucesso ao ex-companheiro em seus projetos futuros.
Na bateria, a turnê contará com Joe Franco, que já havia tocado com o Twisted Sister nos anos 1980 e participou do álbum Love Is For Suckers (1987). Mike Portnoy, que substituiu A.J. Pero após sua morte em 2015, não poderá se juntar ao grupo por estar em turnê com o Dream Theater. A formação atual reunirá Snider, Jay Jay French, Eddie Ojeda, Russell Pzütto e Franco.
Essa não será a primeira vez que o Twisted Sister se reencontra após a despedida. Em 2023, a banda se apresentou em um show especial durante sua indução ao Metal Hall of Fame, na Califórnia. Na ocasião, Snider, French, Mendoza e Portnoy tocaram clássicos como You Can’t Stop Rock ’N’ Roll e We’re Not Gonna Take It, enquanto Ojeda ficou de fora por questões de saúde.
O Twisted Sister encerrou sua primeira fase no fim dos anos 1980, mas retornou aos palcos em 2001 em um show beneficente em Nova Iorque. Desde então, promoveu turnês pontuais até a despedida em 2016. Agora, 10 anos depois, a banda promete revisitar sua história em uma turnê que deverá passar por diversos continentes, em uma celebração que mistura nostalgia, resistência e o peso de meio século de heavy metal.









