Dave Mustaine diz que não é de direita e afirma que não responde a partidos

16/01/2026 // Home  »  DestaqueNotícias   »   Dave Mustaine diz que não é de direita e afirma que não responde a partidos

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Crédito Foto: Ross Halfin

Em entrevista ao The New York Times, líder do Megadeth se define como cristão e espiritual e tenta encerrar um rótulo que o acompanha há décadas

Dave Mustaine, vocalista e guitarrista do Megadeth, voltou a se posicionar sobre política e afirmou que não se identifica como “de direita”. Em entrevista ao The New York Times, transcrito pelo Blabbermouth.net, o músico disse: “Sou cristão e respondo a outro conjunto de anjos. Eu obedeço à lei, mas não, eu não sou de direita”. Na mesma conversa, ele também reforçou que prefere se definir como espiritual, não religioso: “A gente sempre dizia que religião é para pessoas com medo de ir para o inferno, e espiritualidade é para pessoas como nós, que já estiveram lá”.

O tema reaparece porque, ao longo da carreira, Mustaine foi frequentemente enquadrado por parte do público e da mídia como alinhado a um campo político específico, algo que ele diz rejeitar. Em outra ocasião, ele já havia comentado diretamente essa percepção: “Eu tenho essa reputação de ser de direita. Bem, olhem meu histórico de votação para ver que eu votei em democratas e republicanos. É uma pena que as pessoas tentem destruir a carreira dos outros por causa de um voto”.

Mustaine também citou a participação no Rock The Vote em 1992, quando esteve envolvido em ações para estimular o alistamento eleitoral. Segundo ele, o convite não tinha relação com defender um partido, mas com incentivar a participação cívica. “Eu fui convidado para ajudar a registrar pessoas para votar, não para virar democrata, não para virar republicano, mas para votar”, afirmou. E completou: “Eu sempre disse que, quando falo com as pessoas, tento mostrar os dois lados e deixar que elas escolham. Eu não tento dizer nas minhas músicas o que fazer”.

O músico ainda disse que, de certa forma, continua repetindo esse papel no cotidiano, mesmo sem campanhas formais. “Eu acho que ainda faço isso todos os dias, só por ser um exemplo no heavy metal de que nem todo mundo no metal está desinteressado das questões civis do seu país, cantando sobre coisas que importam”, afirmou.

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