
Alex Lifeson
Guitarrista do Rush diz que ele e Geddy Lee receberam ofertas de músicos minutos após a perda do colega
O guitarrista Alex Lifeson revelou em uma recente entrevista ao programa “Out Of The Box” da Q104.3 que ele e Geddy Lee receberam inúmeras mensagens de bateristas interessados em se juntar ao Rush poucos minutos após a morte de Neil Peart, em janeiro de 2020. O músico contou que ficou chocado com a rapidez das abordagens e reforçou que não existe a intenção de substituir Peart na banda.
“Depois que Neil faleceu, não demorou mais do que alguns minutos para começarmos a receber e-mails de diversos bateristas querendo fazer audições para o Rush, como se fôssemos simplesmente substituir alguém com quem tocamos por 40 anos e que escreveu todas as nossas letras. Não sei o que essas pessoas estavam pensando”, declarou Lifeson na entrevista ao programa “Out Of The Box” da Q104.3.
Apesar das especulações constantes sobre uma possível reunião da banda, Lifeson afirmou que ele e Lee conversam frequentemente, mas sem planos concretos para retomar o Rush. “Ged é meu melhor amigo. Falo com ele todos os dias. Nos encontramos para jantar, jogamos tênis, fazemos trabalhos de caridade juntos. Sim, às vezes tocamos, mas passamos mais tempo tomando café e rindo. Não se trata apenas de Rush, é uma amizade verdadeira”, disse.
Em janeiro de 2024, Geddy Lee também comentou sobre as mensagens que recebeu após a morte de Peart. “Recebi mensagens de todos os tipos de pessoas. Foi um momento muito estranho. Meu pequeno caderninho de contatos se encheu rapidamente. Eu pensava: ‘Cara, isso é completamente inapropriado agora. Espera pelo menos dois meses. Se for o caso, espera para sempre’.”
Lifeson confirmou que os dois têm tocado juntos ocasionalmente na casa de Lee, em Toronto. “Jamar com amigos à medida que envelhecemos é bom. Preciso tocar. Vamos para o estúdio uma vez por semana, mantemos os dedos em movimento, tocamos coisas do Rush e algumas ideias novas. Gravamos tudo, mas não sei dizer para onde isso pode ir.”
O guitarrista relembrou a emoção de tocar nos shows tributo a Taylor Hawkins, baterista do Foo Fighters, em 2022. “Foi fantástico estar cercado por tantos artistas que respeito. Mas depois de algumas semanas, percebi que o Rush encerrou sua jornada em um momento incrível, na turnê ‘R40’. Prefiro que nossa memória fique assim do que nos tornarmos uma banda tributo de nós mesmos.”
Em entrevista à Rolling Stone, Lifeson foi categórico ao afirmar que não tem intenção de voltar a rodar o mundo com o Rush. “Não existe a menor chance de pegarmos um novo baterista e sairmos em turnê como uma renovação do Rush. Se quiséssemos compor algo novo, ninguém se importaria. O que as pessoas querem é ouvir as antigas canções.”
Sobre a ideia de voltar aos palcos regularmente, ele explicou que não deseja isso para sua vida. “Quarenta anos de turnês foram suficientes. As apresentações eram ótimas, mas todo o resto era cansativo. Não sinto falta dessa rotina. Hoje, prefiro tocar esporadicamente em eventos especiais.”
Lifeson destacou que a saída do Rush dos palcos foi planejada para preservar a qualidade da banda. “A turnê final foi espetacular. Tocamos muito bem e encerramos no auge. Não sei se, dez anos depois, eu e Geddy conseguiríamos entregar o mesmo desempenho. Melhor sermos lembrados dessa forma do que tentar reviver algo que não pode ser revivido.”
Por fim, ele refletiu sobre a perda de Peart e como isso impactou a banda. “Sem Neil, não existe Rush. Isso é definitivo. Seguimos nossas vidas e estamos felizes com o que construímos. Se algo novo acontecer, será diferente. Mas nunca será Rush novamente.”
Assista a entrevista:









